Mostrando postagens com marcador Cesar Maia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cesar Maia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de novembro de 2008


Engodo eleitoral - parte 1


Nem bem assumiu a Prefeitura e Eduardo Paes já descumpriu uma das promessas de campanha, que era não aceitar indicação política para os cargos do secretariado. Ok, Duda só acatou a idéia após Gabeira fazer sucesso com ela desde o princípio. Mas acatou. E agora, um verdadeiro desacato à autoridade - no caso, dele mesmo.

Fora isso, Duda também acusou Gabeira de, ao receber apoio de Cesar Maia, fazer com que o prefeito "saia por uma porta e entre por outra" no novo governo.

Pois Duda escolheu Ruy Cesar Miranda para a Secretaria Especial Copa do Mundo e Olimpíadas 2016. Quem é Ruy Cesar? Ele cuidou do Pan 2007 (carro chefe do terceiro governo de Cesar Maia) e até junho era secretário do prefeito.

O cinismo volta à tona, escancarado. E vem mais por aí...

sexta-feira, 28 de março de 2008

quarta-feira, 19 de março de 2008

Questão de Estado

A agonia do Parque Aquático Maria Lenk terminou. A construção feita especialmente para o Pan 2007 corria o risco de ficar sem administrador e rumar para o fim, mas o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) assumiu a gestão pelos próximos 20 anos. Por mais que o assunto aplique-se às páginas esportivas dos jornais, é um exemplo de como anda a questão do Estado e suas nuances. Vejamos o contexto.

É chover no molhado falar do amadorismo de nossas autoridades no planejamento e realização do Pan 2007. Este blog já publicou vários posts sobre o assunto. No entanto, vejamos o contexto que o Parque Aquático surgiu: a cidade do Rio de Janeiro precisava dese tipo de instalação para sediar a competição (o parque aquático Júlio de Lamare, no Maracanã, não dava conta). Tal e qual o Engenhão e o velódromo da Arena Multiuso.

Construído e devidamente utilizado para o Pan, a pergunta que não queria calar desde antes voltava à tona: quem vai administrar o Parque? E quando se diz administrar, é claro que se fala também de assumir os custos de manutenção a fim de investir nas futuras gerações de nadadores.

A Prefeitura já tinha repassado ao Botafogo a administração do Engenhão, recebendo em troca um aluguel quase simbólico. E quis fazer o mesmo com o Parque Aquático, que foi oferecido aos grandes clubes do Rio, nas condições descritas no parágrafo acima. Com um detalhe a mais: se a Prefeitura quisesse realizar/promover competições ali, estaria isenta de pagamento de taxas, aluguel etc. Mamata certa, desonerando os cofres públicos (depois da gastança exorbitante da construção).

Pois nenhum clube topou a enrascada. Tampouco alguma empresa quis ter seu nome associado à natação, um esporte que não dá tanto retorno de imagem quanto o massivo futebol, por exemplo.

Diante disso, restava ao Parque Aquático a deterioração. Como o Rio quer sediar as Olimpíadas 2016 e esse tipo de abandono de instalações esportivas "pegaria mal" para as ambições do COB, este assumiu a administração. O mesmo deve ocorrer com o velódromo. Porém, é certo que vão buscar patrocinadores pra sustentar a gestão.

Onde está a questão de Estado nisso tudo? Simples: quem tem a obrigação de garantir os direitos a saúde, educação, cultura, lazer, habitação para a população? O Estado. Há empresas que atuam nesse sentido? Muitas. Porém, apenas se houver algum tipo de retorno para seus investimentos. Está na natureza das empresas buscar o lucro, e nada mais natural que pensem assim quando aplicarem suas quantias. Elas não possuem a obrigação que o Estado possui.

Quer dizer que o Estado deve gastar de qualquer jeito o dinheiro dos impostos? Claro que não (aliás, esse aspecto sempre é apresentado, erroneamente, como o extremo oposto da atuação das empresas). O Estado não pode se omitir no que lhe cabe, nem tampouco terceirizar suas responsabilidades. As empresas podem, pois sua natureza é outra.

Foi esse o "nó" do Parque Aquático, assim como de todo o planejamento pro Pan 2007. E assim é com tantos outros exemplos referentes à administração da coisa pública. Irritar-se com as empresas quando elas se retiram de uma cidade por não estar obtendo os resultados esperados? Bobagem. A cobrança deve sempre ser dirigida, antes de tudo, a nossos administradores e legisladores, que possuem a faca e o queijo na mão (como têm feito desde a década de 90) para diminuir o "tamanho" do Estado (ou para gastar mal o que é recolhido nos impostos). Ora, não está se falando de tamanho, mas de responsabilidades que nunca mudaram e nunca mudarão. As conseqüências desse contexto para a população é que mudam, drasticamente, quase sempre pra pior.

"É um grande alívio o COB assumir [o Parque] porque nós não somos gestores de esporte", disse o prefeito do Rio, Cesar Maia. Não são? E o que ele espera para extinguir a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer? Se não são gestores de esporte, o que fazem lá?

O prefeito acrescentou que o custo anual do Parque e do velódromo é de 10 milhões de reais. Ou seja, se foi um alívio, é porque a despesa está pesando nos cofres da Prefeitura. E se está pesando, é outra confirmação de que não houve planejamento algum para o depois.

E se continuar nessa toada? A Prefeitura poderia abandonar a administração do Hospital Municipal Miguel Couto com as mesmas justificativas do Parque. "Nós não somos gestores de saúde". Alguém contestaria? O prefeito estaria sendo coerente, já que ninguém parece estranhar que o Estado não seja responsável por gerir o esporte. E se o Governo Federal admitir que as universidades públicas são um peso pro orçamento? "Nós não somos gestores da educação". Faria sentido.

Portanto, chega de simplismos e mascaramentos ao abordarmos a discussão do papel do Estado no mundo contemporâneo. O papel sempre será o mesmo, assim como o das empresas. Resta apenas que a população esteja ciente das nuances de discurso.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007


Ai meu Pan...

Lembra da CPI do Pan, que a câmara dos vereadores do Rio tava tentando executar (em todos os sentidos)? Postei sobre isso há pouco tempo. Ela não está indo pra frente por falta de quórum. Dos cinco deputados que compõem a comissão que coordena a CPI, só um compareceu à última reunião - Eliomar, do PSOL. Ah, e foi o terceiro adiamento...

A gente reclama de CPMF e falta de verba em geral, mas aqui na nossa cidade o nosso prefeito defeca e se locomove para o dinheiro público. Todo mundo sabe a pilhagem que foi o estouro do orçamento do Pan 2007 (e a Copa vem aí...). E vai ficar por isso mesmo?

Dá só uma olhadinha no plano de trabalho da CPI, reunindo todas as irregularidades apontadas no Pan. Depois, uma sugestão: escreva aos queridos vereadores perguntando a quantas anda a CPI...

CARLO CAIADO - caiado@carlocaiado.com.br - Tel: 3814-2081 a 2083/2513/2514

NADINHO - nadinhoderiodaspedras@camara.rj.gov.br - Tel: 3814-2692 / 2440 / 2441/ 2444

LUIZ ANTONIO GUARANÁ - laguarana@uol.com.br - Tel: 3814 - 2187 e 2189

PATRÍCIA AMORIM - patricia.amorim@camara.rj.gov.br - Tel: 3814-2132 a 2135

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

O Pan continua!

Passada a festa e o heróico esforço de nossos atletas, que conseguem ser campeões mesmo com a incompetência e corrupção de nossos dirigentes esportivos, é hora de averiguar o que houve com o dinheiro do Pan 2007.

O orçamento estourou, empresas foram escolhidas sem liccitação (todos de compadria de Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro) e agora querem enterrar a CPI do Pan. O seu dinheiro, como contribuinte, foi pro bolso de pouquíssimos larápios, e não querem mais falar nisso.

Os vereadores Eliomar e Patrícia Amorim são votos vencidos para que a CPI do Pan seja feita agora. Luiz Antonio Guaraná, Nadinho de Rio das Pedras e Carlo Caiado votaram contra, cumprindo orientação do prefeito maluquinho, Cesar Maia, que tem muita responsabilidade nesse Pan (ele sumiu, né, não? O Pan não era carioca?)

O que a gente pode fazer? Encher o saco desses vereadores, pressionar para que eles permitam a instalação imediata da CPI.

CARLO CAIADO - caiado@carlocaiado.com.br - Tel: 3814-2081 a 2083/2513/2514

NADINHO - nadinhoderiodaspedras@camara.rj.gov.br - Tel: 3814-2692 / 2440 / 2441/ 2444

LUIZ ANTONIO GUARANÁ - laguarana@uol.com.br - Tel: 3814 - 2187 e 2189