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terça-feira, 23 de julho de 2013
Decretado o AI-5 no Rio de Janeiro
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Sergio Cabral
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Você sabia que Sergio Cabral nunca trabalhou?
O atual governador do Rio nunca foi assalariado ou profissional liberal, nunca teve chefe, nunca trabalhou em equipe (sem estar na posição de chefe), nunca passou perrengue. Ou seja, nunca precisou lidar com situações adversas ou com qualquer oposição. Isso talvez explique muita coisa sobre sua conduta autoritária em tempos de paz e agora, em tempos de protestos.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Malditos índios!
De novo, lá estão eles, atravancando nosso progresso. Como em Belo Monte, os indígenas enchem o nosso saco fazendo barulho em vez de deixar o Novo Maracanã passar. O que poucos percebem é que tanto o prédio do Museu do Índio como a Escola Friendereich são espaços simbólicos do que acontece hoje na cidade. A partir do "rolo compressor" que os grandes eventos instalaram por aqui, é em momentos como esse que a população carioca revoltada com a postura governamental manifesta-se. Não se trata apenas de urbanismo.
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Sergio Cabral
terça-feira, 10 de abril de 2012
Dói
Deu no Globo de hoje: Eduardo Paes, prefeito do Rio, numa inauguração ao lado de um vereador irmão de miliciano. Na Zona Oeste, esse curral de votos que, para a classe média carioca, não faz parte da cidade. Na mesma hora lembrei do relato do fotógrafo do jornal O Dia torturado por milicianos. Reli. Chorei de novo. E me deu um asco gigante ao ver a autoridade maior da "Cidade Olímpica", por tabela, sendo conivente com o crime em nome de suas ambições políticas.
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Sergio Cabral
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Os cínicos no poder
De novo as barcas. Daqui a pouco serão os trens (de novo), o metrô (de novo), sobrecarregando os extorsivos ônibus (de novo). A população do Rio de Janeiro está cansada desse déja vù. Ainda mais sabendo que é motivado pelo cinismo e por uma agenda oculta das autoridades públicas responsáveis.
domingo, 7 de agosto de 2011
Aulas ao relento
Inspirados nos bombeiros, professores tentam acuar o Governo do Estado do Rio
Um senhor, com os olhos machucados pelo spray de pimenta, era amparado por um rapaz. Ambos estavam no andar da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, aonde chegaram sem planejar. Após caminhar da Rua Primeiro de Março até a Rua da Ajuda, a única coisa que ouviam era o silêncio. A indiferença, que pode ser mais cortante do que o próprio ódio, foi o combustível para ficarem ali. “Foi tudo espontâneo. Quando percebi, estava amparando um professor que me deu aula no ensino médio.”
Marcio Freire era o rapaz. De camisa amarela e calça jeans, cabelo baixo e um olhar cansado, ele explica com paciência porque os professores da rede estadual estão acampados no coração do Centro do Rio. A poucos passos de grandes empresas como Vale, Petrobras e Itaú, da Assembléia Legislativa do Estado (Alerj) e do principal Fórum da capital, experimentam a vida de moradores de rua: dormem na calçada e são ignorados pelos transeuntes.
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Sergio Cabral
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Está ao nosso alcance
É comum recebermos por email algum texto demonstrando os abusos que a classe política faz com o dinheiro de nossos impostos. Seja a corrupção impura e simples, os cabides de emprego, as ausências em plenário, o desperdício de verbas. A nós, muitas vezes só resta rosnar e lamentar.
Também ficamos incomodados quando "a mídia" não fala de determinados assuntos, devido aos mais diversos conflitos de interesse, facilitando o trabalho daqueles que preferem um cidadão ignorante, alienado e desinformado sobre as reais motivações de suas carreiras políticas.
Eu gostaria de lhe dizer que estamos a um clique de sair desse lugar de ignorância e de poder decifrar as reais intenções de nossos eleitos, a fim de cobrá-los melhor (ou não cair mais no discurso de alguns): é o site da Transparência Brasil.
Sabe o que você encontra lá? Muita coisa útil que os (maus) políticos não querem que você saiba.
Na seção Excelências, você acompanha o desempenho dos parlamentares: quem falta mais, para quais campanhas eles fizeram doações, quem é citado na Justiça ou no Tribunal de Contas, qual a origem de cada um deles, quem é concessionário de rádio e TV ou dono de escola. Enfim, ali vemos como se dá o conflito de interesses de cada parlamentar na hora dos temas a serem votados, e se estão honrando o mandato presencialmente.
A seção Deu no Jornal é um apanhado de tudo o que saiu em jornais do país sobre os parlamentares, principalmente as acusações que sofreram por desvios de conduta, tanto no mandato como na vida particular.
A seção Às Claras é crucial para desmascararmos os maus políticos: ali está, com todas as letras e valores, as doações que os eleitos receberam para suas campanhas eleitorais. Dá pra saber quem doou quanto e para qual candidato, sendo o doador empresa ou pessoa física. E entender se o eleito "deve favores" a seus financiadores, em vez de servir à população.
(Quer um exemplo? No Rio de Janeiro que sofre com a especulação imobiliária , o governador Sergio Cabral recebeu cerca de R$ 6 milhões de empreiteiras, construtoras e imobiliárias. Sem contar outras empresas que prestam serviços para esse ramo industrial.)
Se você quiser, na seção Meritíssimos ainda é possível acompanhar o ritmo de trabalho dos ministros do STF, cujas decisões afetam a vida política e nossa cidadania plena (vide o desenrolar da lei da Ficha Limpa, do Mensalão etc).
O site ainda possui uma ferramenta em que, a partir de um projeto de lei específico, você pode enviar uma mensagem a todos os deputados de determinado estado, de uma vez só.
Está tudo lá, para que não sejamos mais enganados pela propaganda eleitoral ou pelo silêncio dos que deviam fiscalizar os mandatos. Com o site www.transparencia.org.br, tudo é acessível a apenas um clique.
Munidos dessas informações, temos mais fundamentos para escrever ou ligar para aqueles em quem votamos e fazer uma cobrança contínua, para que não pensem que são intocáveis. Eles morrem de medo se dissermos que não votaremos mais neles na próxima eleição. Vá no site da Câmara ou do Senado, ou da Assembleia Legislativa de seu estado, da Câmara de Vereadores de sua cidade, e pegue o contato deles.
Ah, e muitos parlamentares já estão no Twitter também. Até de alguns cargos executivos, como o prefeito do Rio, Eduardo Paes (@eduardopaes_).
A hora é essa: informe-se, cobre, chantageie com a perda do voto, canalize sua revolta e indignação para a pessoa e o lugar certo. É assim que vamos construir um Brasil melhor e mais decente.
| - Adoro eleitores desinformados e apáticos... |
Também ficamos incomodados quando "a mídia" não fala de determinados assuntos, devido aos mais diversos conflitos de interesse, facilitando o trabalho daqueles que preferem um cidadão ignorante, alienado e desinformado sobre as reais motivações de suas carreiras políticas.
Eu gostaria de lhe dizer que estamos a um clique de sair desse lugar de ignorância e de poder decifrar as reais intenções de nossos eleitos, a fim de cobrá-los melhor (ou não cair mais no discurso de alguns): é o site da Transparência Brasil.
Sabe o que você encontra lá? Muita coisa útil que os (maus) políticos não querem que você saiba.
Na seção Excelências, você acompanha o desempenho dos parlamentares: quem falta mais, para quais campanhas eles fizeram doações, quem é citado na Justiça ou no Tribunal de Contas, qual a origem de cada um deles, quem é concessionário de rádio e TV ou dono de escola. Enfim, ali vemos como se dá o conflito de interesses de cada parlamentar na hora dos temas a serem votados, e se estão honrando o mandato presencialmente.
A seção Deu no Jornal é um apanhado de tudo o que saiu em jornais do país sobre os parlamentares, principalmente as acusações que sofreram por desvios de conduta, tanto no mandato como na vida particular.
A seção Às Claras é crucial para desmascararmos os maus políticos: ali está, com todas as letras e valores, as doações que os eleitos receberam para suas campanhas eleitorais. Dá pra saber quem doou quanto e para qual candidato, sendo o doador empresa ou pessoa física. E entender se o eleito "deve favores" a seus financiadores, em vez de servir à população.
(Quer um exemplo? No Rio de Janeiro que sofre com a especulação imobiliária , o governador Sergio Cabral recebeu cerca de R$ 6 milhões de empreiteiras, construtoras e imobiliárias. Sem contar outras empresas que prestam serviços para esse ramo industrial.)
Se você quiser, na seção Meritíssimos ainda é possível acompanhar o ritmo de trabalho dos ministros do STF, cujas decisões afetam a vida política e nossa cidadania plena (vide o desenrolar da lei da Ficha Limpa, do Mensalão etc).
O site ainda possui uma ferramenta em que, a partir de um projeto de lei específico, você pode enviar uma mensagem a todos os deputados de determinado estado, de uma vez só.
Está tudo lá, para que não sejamos mais enganados pela propaganda eleitoral ou pelo silêncio dos que deviam fiscalizar os mandatos. Com o site www.transparencia.org.br, tudo é acessível a apenas um clique.
Munidos dessas informações, temos mais fundamentos para escrever ou ligar para aqueles em quem votamos e fazer uma cobrança contínua, para que não pensem que são intocáveis. Eles morrem de medo se dissermos que não votaremos mais neles na próxima eleição. Vá no site da Câmara ou do Senado, ou da Assembleia Legislativa de seu estado, da Câmara de Vereadores de sua cidade, e pegue o contato deles.
Ah, e muitos parlamentares já estão no Twitter também. Até de alguns cargos executivos, como o prefeito do Rio, Eduardo Paes (@eduardopaes_).
A hora é essa: informe-se, cobre, chantageie com a perda do voto, canalize sua revolta e indignação para a pessoa e o lugar certo. É assim que vamos construir um Brasil melhor e mais decente.
| - Transparência??? |
| - Céus! |
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terça-feira, 6 de abril de 2010
Insensibilidade regular
Ultimamente tenho tentado não ser um cri-cri de plantão. Isto é, aqueles caras que fazem questão de ser críticos e retomam sempre os mesmos temas dos quais adoram falar, e de mau humor. Pessoas assim diminuem o valor da crítica em si, que é necessária para que os mais espertos não se aproveitem da indiferença dos demais.
Por outro lado, confesso que passo por momentos de grande ceticismo, principalmente em relação a nossos representantes políticos. Sinto-me sem opção para escolher alguém digno e que vá tentar dar um jeito no espírito colono que habita nossa gestão pública. Então, acabo por querer ficar quieto, pois qualquer crítica soaria como um cri-cri de plantão.
Mas as chuvas recentes do Rio de Janeiro foram o trampolim para que eu voltasse às figuras de Sergio Cabral e Eduardo Paes, governador e prefeito de onde moro. E é inevitável constatar que, em matéria de insensibilidade, os dois políticos bateram todos os recordes.
Diante do estado de sítio em que o Rio se tornou, o assunto que Cabral e Paes estão abordando a torto e a direito é a tal da ocupação irregular nos morros. Desses lugares estão surgindo a maioria dos mortos, devido a deslizamentos de terra.
Enquanto os cidadãos esperam, no mínimo, que os governantes mostrem o que tem sido feito na infraestrutura do Rio de Janeiro para que as chuvas não causem tantos estragos, os dois governantes condenam com veemência quem mora nos morros e quem ainda permanece neles após a tragédia. E aproveitam pra alfinetar os críticos de suas ideias de remoção/reassentamento de comunidades, acusando-os de demagogia.
Agora à noite uma amiga nos telefonou. Disse que viu um conhecido na TV e resolveu ligar pra ele. Descobriu que o tal conhecido perdeu seus dois filhos pequenos e a cunhada num deslizamento de terra. Ele mora num morro de Niterói.
Pois se já não bastasse a dor em dose tripla, esse cidadão ainda está sendo acusado, por seus próprios governantes, de ser o culpado pela morte dos filhos. Afinal, quem mandou morar numa área de risco? E por que ainda continua lá, por que não saiu de lá?
Eu fico pensando se alguém resolve morar no morro por escolha consciente. Pensa bem: você vai comprar apartamento, ou alugar mesmo, e checa as opções. O morro seria uma delas? Você escolheria morar num lugar onde o Estado não chegou, sabendo que terá que se virar sozinho pra tudo nessa vida? E se algo acontecer, você teria renda suficiente para, de repente, querer morar num lugar melhor e sem risco?
O medalhista olímpico Torben Grael, morador de um luxuoso condomínio em Niterói, também teve sua casa destruída pelo deslizamento. Assim como tantos outros, era morador de uma encosta, de um morro, de uma área de risco - mas devidamente legalizada pelos poderes constituintes. Cabral e Paes condenarão Torben Grael?
E Torben já decidiu que não volta mais pra lá, vai se mudar para outro lugar. Por que o pai que perdeu seus filhos não faz o mesmo?
O aspecto mais frio e cruel dessa história toda é que as palavras de Cabral e Paes parecem ser mais uma agulha no palheiro da insensibilidade que tomou conta de nosso tempo. Declarações como a deles deveriam causar um choque de ordem no status quo de seus mandatos, mas todos parecem estar anestesiados. A imprensa carioca, então, é um cordeirinho diante do governador e do prefeito.
No meio da chuva, me sinto um peixe fora d'água.
Ultimamente tenho tentado não ser um cri-cri de plantão. Isto é, aqueles caras que fazem questão de ser críticos e retomam sempre os mesmos temas dos quais adoram falar, e de mau humor. Pessoas assim diminuem o valor da crítica em si, que é necessária para que os mais espertos não se aproveitem da indiferença dos demais.
Por outro lado, confesso que passo por momentos de grande ceticismo, principalmente em relação a nossos representantes políticos. Sinto-me sem opção para escolher alguém digno e que vá tentar dar um jeito no espírito colono que habita nossa gestão pública. Então, acabo por querer ficar quieto, pois qualquer crítica soaria como um cri-cri de plantão.
Mas as chuvas recentes do Rio de Janeiro foram o trampolim para que eu voltasse às figuras de Sergio Cabral e Eduardo Paes, governador e prefeito de onde moro. E é inevitável constatar que, em matéria de insensibilidade, os dois políticos bateram todos os recordes.
Diante do estado de sítio em que o Rio se tornou, o assunto que Cabral e Paes estão abordando a torto e a direito é a tal da ocupação irregular nos morros. Desses lugares estão surgindo a maioria dos mortos, devido a deslizamentos de terra.
Enquanto os cidadãos esperam, no mínimo, que os governantes mostrem o que tem sido feito na infraestrutura do Rio de Janeiro para que as chuvas não causem tantos estragos, os dois governantes condenam com veemência quem mora nos morros e quem ainda permanece neles após a tragédia. E aproveitam pra alfinetar os críticos de suas ideias de remoção/reassentamento de comunidades, acusando-os de demagogia.
Agora à noite uma amiga nos telefonou. Disse que viu um conhecido na TV e resolveu ligar pra ele. Descobriu que o tal conhecido perdeu seus dois filhos pequenos e a cunhada num deslizamento de terra. Ele mora num morro de Niterói.
Pois se já não bastasse a dor em dose tripla, esse cidadão ainda está sendo acusado, por seus próprios governantes, de ser o culpado pela morte dos filhos. Afinal, quem mandou morar numa área de risco? E por que ainda continua lá, por que não saiu de lá?
Eu fico pensando se alguém resolve morar no morro por escolha consciente. Pensa bem: você vai comprar apartamento, ou alugar mesmo, e checa as opções. O morro seria uma delas? Você escolheria morar num lugar onde o Estado não chegou, sabendo que terá que se virar sozinho pra tudo nessa vida? E se algo acontecer, você teria renda suficiente para, de repente, querer morar num lugar melhor e sem risco?
O medalhista olímpico Torben Grael, morador de um luxuoso condomínio em Niterói, também teve sua casa destruída pelo deslizamento. Assim como tantos outros, era morador de uma encosta, de um morro, de uma área de risco - mas devidamente legalizada pelos poderes constituintes. Cabral e Paes condenarão Torben Grael?
E Torben já decidiu que não volta mais pra lá, vai se mudar para outro lugar. Por que o pai que perdeu seus filhos não faz o mesmo?
O aspecto mais frio e cruel dessa história toda é que as palavras de Cabral e Paes parecem ser mais uma agulha no palheiro da insensibilidade que tomou conta de nosso tempo. Declarações como a deles deveriam causar um choque de ordem no status quo de seus mandatos, mas todos parecem estar anestesiados. A imprensa carioca, então, é um cordeirinho diante do governador e do prefeito.
No meio da chuva, me sinto um peixe fora d'água.
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Lei de Luciano
Decreto de Sergio Cabral favoreceu construções irregulares em Angra dos Reis.
Um dos beneficiados é Luciano Huck, dono de uma casa na Ilha das Palmeiras.
Ambientalistas movem uma ação civil pública contra o apresentador de TV.
O escritório da esposa de Sergio Cabral (já mencionado aqui antes) defende Huck na ação.
Elementar.
Decreto de Sergio Cabral favoreceu construções irregulares em Angra dos Reis.
Um dos beneficiados é Luciano Huck, dono de uma casa na Ilha das Palmeiras.
Ambientalistas movem uma ação civil pública contra o apresentador de TV.
O escritório da esposa de Sergio Cabral (já mencionado aqui antes) defende Huck na ação.
Elementar.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Elementar, meu caro Watson...
As coisas são muito mais simples do que pensamos. Enquanto nós, usuários do metrô carioca, somos obrigados a aturar desinformação e péssimos serviços prestados, ainda temos a pergunta que não quer calar: por que nada (absolutamente nada) acontece com a concessionária? Nenhuma multa, nenhuma ameaça de perda da concessão... E ainda temos que ouvir um "Pedimos desculpas pelos transtornos causados" do departamento de marketing da Metrô Rio.
Aí vejo o Globo resolve despertar de sua inoperância na fiscalização do poder público e crava: Escritório de advocacia da primeira-dama do Estado defende a concessionária Metrô Rio, numa ação movida pelo Ministério Público.
(Depois vi que quem deu a notícia foi a Folha de São Paulo. É preciso um jornal de outro estado pra fiscalizar o governador do Rio???)
A matéria está restrita a quem tem cadastro no Globo, mas diz, resumidamente, que a ação diz respeito à obrigatoriedade dos passageiros de utilizar o bilhete de integração apenas nas estações determinadas pela concessionária. Por que não em qualquer estação, de acordo com a necessidade do usuário?
O sócio da primeira-dama não vê problema, já que o escritório é um dos 20 que assessoram a empresa. Mas vendo a situação do metrô e a pusilanimidade de Cabralzinho (que indica os titulares da Agência Reguladora de Transportes Públicos, responsável por fiscalizar e punir os concessionários quando couber), fico com a sensação de que mais um mistério foi resolvido.
As coisas são muito mais simples do que pensamos. Enquanto nós, usuários do metrô carioca, somos obrigados a aturar desinformação e péssimos serviços prestados, ainda temos a pergunta que não quer calar: por que nada (absolutamente nada) acontece com a concessionária? Nenhuma multa, nenhuma ameaça de perda da concessão... E ainda temos que ouvir um "Pedimos desculpas pelos transtornos causados" do departamento de marketing da Metrô Rio.
Aí vejo o Globo resolve despertar de sua inoperância na fiscalização do poder público e crava: Escritório de advocacia da primeira-dama do Estado defende a concessionária Metrô Rio, numa ação movida pelo Ministério Público.
(Depois vi que quem deu a notícia foi a Folha de São Paulo. É preciso um jornal de outro estado pra fiscalizar o governador do Rio???)
A matéria está restrita a quem tem cadastro no Globo, mas diz, resumidamente, que a ação diz respeito à obrigatoriedade dos passageiros de utilizar o bilhete de integração apenas nas estações determinadas pela concessionária. Por que não em qualquer estação, de acordo com a necessidade do usuário?
O sócio da primeira-dama não vê problema, já que o escritório é um dos 20 que assessoram a empresa. Mas vendo a situação do metrô e a pusilanimidade de Cabralzinho (que indica os titulares da Agência Reguladora de Transportes Públicos, responsável por fiscalizar e punir os concessionários quando couber), fico com a sensação de que mais um mistério foi resolvido.
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
Estamos cercados!No meio da entrevista ao Esporte Espetacular, o jogador Adriano diz à repórter: "Dinheiro não traz felicidade, mas ajuda a trazer". O atacante, que acaba de voltar ao Flamengo após oito anos na Itália, parece saber do que está falando. Ele saiu da favela de Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão (Rio de Janeiro) para ganhar o apelido de Imperador graças a seu futebol pelo mundo.
Sergio Cabral e Eduardo Paes, com a conivência de boa parte da imprensa carioca e atendendo aos principais anseios da classe média da cidade do Rio, começam a erguer os muros em volta das favelas. A justificativa para a ação, condenada por organismos respeitáveis como a Anistia Internacional, é para conter a devastação ambiental. Uma balela, já que os principais devastadores não são os moradores das comunidades.
Na entrevista, Adriano afirmou que ficou deprimido após a morte do pai e desgostoso pelo futebol. Abandonou seu clube na Itália e sumiu no Brasil por alguns dias. Foi à favela de Vila Cruzeiro, reencontrar família e amigos. A despeito de se acreditar nos motivos que o levaram lá, o atacante não esconde que é na favela onde ele se sente bem e à vontade, a despeito de todo o dinheiro que ganhou na vida.
Sergio Cabral e Eduardo Paes, "somando forças", dão vida a choques de ordem e ocupações de morros pela polícia, para trazer a paz (para o morro ou para a Zona Sul vizinha?). Conseguem emplacar na mídia suas justificativas fascistas, o que se percebe pelo vocabulário das matérias: "comunidades" voltaram a ser "favelas"; "moradores de rua" são de novo "mendigos", e por aí vai. A classe média que já esperava por isso se sacia, a que até então poderia estar indiferente começa a tomar partido do governo.
A provocação das torcidas rivais à torcida flamenguista quando o time rubro-negro leva um gol: "Silêncio na favela", surfando na onda pejorativa. Adriano reestreiou ontem pelo Flamengo, marcando um gol e o Maracanã lotado gritava "Festa na favela", matando na ironia a provocação mordaz.
Sergio Cabral e Eduardo Paes não devem gostar muito da exaltação à favela que Adriano faz (também ressaltada na entrevista ao programa esportivo). Mas deixa estar: é futebol, numa torcida de massa, não vai além disso. Nada que atrapalhe seus planos de "arianizar" a sociedade carioca trajando um impecável cinismo.
Mas o atacante rubro-negro, nas limitações que possui e até onde o espectro esportivo permite, contribui para que o discurso do carioca não ignore o óbvio: a favela não é um antro de marginais que merece ser extirpada (removida?) do mapa. Se outros brasileiros de renome e voz - como os jogadores de futebol, ou digníssimos formadores de opinião - mantivessem essa postura, talvez governantes como Sergio Cabral e Eduardo Paes se constrangessem um pouco antes de proferir seus planos cara-de-pau.
Só que a cooptação pelo discurso dos magnânimos líderes eleitos encontra eco e nenhuma oposição. Ou nenhuma oposição que tenha espaço e voz. Que vergonha de morar no Rio.
VEJA TAMBÉM: Protestos contra os muros
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
Somos gaiatos no navioAs barcas para Niterói são um escândalo desde antes de 2000, quando ingressei na UFF para estudar jornalismo. O serviço ficava pior ano após ano.
Recentemente, o superintendente das Barcas S/A, Flavio Almada, declarou sem pudor: se os passageiros não aguentassem esperar na fila pra embarcar, que pegassem ônibus.
A sócia majoritária do consórcio que administra a Barcas S/A é a Auto Viação 1001. O Extra chama isso de ironia, mas é bandidagem canalha mesmo. E legalizada.
É no mínimo curioso: em determinado momento o Estado admite que não consegue dar conta do serviço das barcas. Diante disso, faz uma concessão pública para que um consórcio administre o serviço, teoricamente fiscalizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos.
O consórcio que vence possui um declarado conflito de interesses, conforme apontado acima. Mas vence assim mesmo. Agora, assumindo sua incompetência na gestão do serviço (sem nunca deixar de aumentar as tarifas), o consórcio ainda recebe uma bolada... do Estado.
As raposas tomaram conta do galinheiro, extrapolando todos os limites do cinismo. Obrigado, eleitores de Sergio Cabral.
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Sergio Cabral
domingo, 26 de outubro de 2008
O prefeito da metade

A foto mostra o eleitor mais feliz de Eduardo Paes, o que viu todos os seus esforços (lícitos ou não) recompensados ao final do pleito. Agora, os governos do Estado e da Prefeitura do Rio de Janeiro estarão unidos.
Para a metade que elegeu Paes por pouco, depois não reclamem se os interesses políticos de Sergio Cabral e Duda forem mais importantes do que as urgências da população. Ambos são nomes fortes para as eleições de 2010 (Cabral talvez vice de uma chapa presidencial, Paes possível nome para o governo do Estado).
Não reclamem também se Paes governar para os que já são bem favorecidos: se a passagem do ônibus aumentar sem muita justificativa, em prol da máfia dos donos de linhas, ou se apenas a Zona Sul tiver a atenção devida por um prefeito.
Fiquem quietinhos também se correligionários envolvidos com milícias e outros delitos (e arrebanhadores de votos) forem deixados em paz por Paes (ops!), como tantos no PMDB. E não finjam surpresa se ele escolher secretários a partir de indicação política, pois essa idéia Duda só resolveu abandonar após o sétimo debate, uma vez que Gabeira tinha ganhado simpatia do eleitor ao martelar o tema (não aceitar indicações) desde o primeiro confronto dos dois.
Se faltar criatividade, se as soluções para a valorização da cultura carioca como um todo forem frias e técnicas, não chiem. Eduardo Paes sabe o que faz, desde que faça do jeito que sempre fez: tecnicamente. Se preferiram um síndico, não adianta reclamar do preço do condomínio.
E eu, que faço parte da minoria derrotada, vou dormir em paz. Com a sensação intocável de não ter desperdiçado meu voto.
ATUALIZAÇÃO: Na verdade, as expectativas políticas de Cabral para 2010 estão na reeleição, e não numa vaga pra vice. Sendo que Eduardo Paes seria um grande cabo eleitoral.
E não estou só no voto a Gabeira: Ricardo Noblat resumiu bem o que pensa a outra metade do Rio de Janeiro.
Ah, e aqui estão as promessas de Paes, pra serem cobradas por todos os cidadãos cariocas.

A foto mostra o eleitor mais feliz de Eduardo Paes, o que viu todos os seus esforços (lícitos ou não) recompensados ao final do pleito. Agora, os governos do Estado e da Prefeitura do Rio de Janeiro estarão unidos.
Para a metade que elegeu Paes por pouco, depois não reclamem se os interesses políticos de Sergio Cabral e Duda forem mais importantes do que as urgências da população. Ambos são nomes fortes para as eleições de 2010 (Cabral talvez vice de uma chapa presidencial, Paes possível nome para o governo do Estado).
Não reclamem também se Paes governar para os que já são bem favorecidos: se a passagem do ônibus aumentar sem muita justificativa, em prol da máfia dos donos de linhas, ou se apenas a Zona Sul tiver a atenção devida por um prefeito.
Fiquem quietinhos também se correligionários envolvidos com milícias e outros delitos (e arrebanhadores de votos) forem deixados em paz por Paes (ops!), como tantos no PMDB. E não finjam surpresa se ele escolher secretários a partir de indicação política, pois essa idéia Duda só resolveu abandonar após o sétimo debate, uma vez que Gabeira tinha ganhado simpatia do eleitor ao martelar o tema (não aceitar indicações) desde o primeiro confronto dos dois.
Se faltar criatividade, se as soluções para a valorização da cultura carioca como um todo forem frias e técnicas, não chiem. Eduardo Paes sabe o que faz, desde que faça do jeito que sempre fez: tecnicamente. Se preferiram um síndico, não adianta reclamar do preço do condomínio.
E eu, que faço parte da minoria derrotada, vou dormir em paz. Com a sensação intocável de não ter desperdiçado meu voto.
ATUALIZAÇÃO: Na verdade, as expectativas políticas de Cabral para 2010 estão na reeleição, e não numa vaga pra vice. Sendo que Eduardo Paes seria um grande cabo eleitoral.
E não estou só no voto a Gabeira: Ricardo Noblat resumiu bem o que pensa a outra metade do Rio de Janeiro.
Ah, e aqui estão as promessas de Paes, pra serem cobradas por todos os cidadãos cariocas.
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domingo, 19 de outubro de 2008
O artifício é o mesmoA polícia de São Paulo é questionada quanto à sua atuação no desfecho do seqüestro da jovem Eloá por seu ex-namorado. Ela está em coma irreversível, após ser atingida por tiros que, a princípio, partiram do seqüestrador.
Não darei detalhes do caso, que está sendo, conforme esperado, amplamente divulgado (e explorado) pela mídia. Mas o governador de São Paulo, José Serra, não precisa se preocupar com as justificativas para a opinião pública. É só usar do mesmo artifício que o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral: praguejar.
Policiais mataram o pequeno João Roberto, metralhando o carro que pensavam ser de traficantes? "São uns débeis mentais", vociferou Cabral. Médicos não compareceram ao plantão do Hospital Estadual Getúlio Vargas? "Canalhas", vaticinou o governador. O diretor de Bangu 3 foi assassinado? "O Rio está em guerra".
A atitude esquentadinha e declaratória de Sergio Cabral é destacada em primeira página, assim como as subseqüentes promessas de investigações acuradas e melhoria no serviço a ser prestado. E ponto. Cabral segue governando sem mais cobranças - até a próxima tragédia.
As perguntas (que não foram feitas ao governador), seguem no ar: se são debéis mentais, como podem fazer parte da polícia de sua Secretaria de Segurança, excelência? Quais as condições de trabalho que sua Secretaria de Saúde dá aos "canalhas"? Se o Rio está em guerra, onde está a eficácia de sua política de segurança, que completa 2 anos?
Serra, abre o olho: praguejar pode ser mais "jogo" pra você do que tentar qualquer explicação racional.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
O pânico que "não" existiu

É aterrorizante ler o relato da leitora Claudia Freitas sobre a pane no metrô do Rio de Janeiro, na segunda dia 19. Em alguns momentos, parece que estamos diante de cenas do livro "Ensaio sobre a cegueira", de José Saramago.
Mas a parte mais chocante do relato (pra mim, que não estava no metrô) é a atitude da concessionária do Metrô Rio em negar que os fatos aconteceram. Se alguém é tratado assim após narrar fatos que viveu, imediatamente começa a duvidar de sua própria sanidade mental.
O Metrô Rio está afirmando que tudo não passou de uma alucinação coletiva?
A incompetência na prestação do serviço de forma adequada não é mais novidade. Já acontece nas Barcas S.A., na SuperVia, e agora no superlotado Metrô, que inventa integrações das quais não pode dar conta com o número de vagões que possui.
Mas negar descaradamente que a pane aconteceu dá indícios de vilania e mau-caratismo.
Agetransp, secretarias de Transporte, Governo do Estado... quem vai dar um jeito nisso? Sergio Cabral parece preocupado apenas em criar novos meios de transporte pra continuar enchendo os cofres da iniciativa privada.
PS: o presente post (com as necessárias adaptações de texto) foi encaminhado para a Agetransp, para a Secretaria Estadual de Transporte, para a secretária de Sergio Cabral e para o SAC do Metrô Rio.

É aterrorizante ler o relato da leitora Claudia Freitas sobre a pane no metrô do Rio de Janeiro, na segunda dia 19. Em alguns momentos, parece que estamos diante de cenas do livro "Ensaio sobre a cegueira", de José Saramago.
Mas a parte mais chocante do relato (pra mim, que não estava no metrô) é a atitude da concessionária do Metrô Rio em negar que os fatos aconteceram. Se alguém é tratado assim após narrar fatos que viveu, imediatamente começa a duvidar de sua própria sanidade mental.
O Metrô Rio está afirmando que tudo não passou de uma alucinação coletiva?
A incompetência na prestação do serviço de forma adequada não é mais novidade. Já acontece nas Barcas S.A., na SuperVia, e agora no superlotado Metrô, que inventa integrações das quais não pode dar conta com o número de vagões que possui.
Mas negar descaradamente que a pane aconteceu dá indícios de vilania e mau-caratismo.
Agetransp, secretarias de Transporte, Governo do Estado... quem vai dar um jeito nisso? Sergio Cabral parece preocupado apenas em criar novos meios de transporte pra continuar enchendo os cofres da iniciativa privada.
PS: o presente post (com as necessárias adaptações de texto) foi encaminhado para a Agetransp, para a Secretaria Estadual de Transporte, para a secretária de Sergio Cabral e para o SAC do Metrô Rio.
segunda-feira, 30 de abril de 2007

Pra cobrar do Cabral
Em 4 de janeiro, Sergio Cabral indignou-se com a situação do hospital Albert Schweitzer. Pediu que o Secretário de Saúde elaborasse em 10 dias um plano para sanar os problemas da unidade hospitalar.
Em 27 de abril, Juliana Pereira da Silva, universitária, foi atingida por uma bala perdida e morreu no referido hospital, por falta de recursos.
E aí? Onde está o plano da Secretaria Estadual de Saúde de Sergio Cabral? 4 meses depois, nada parece ter mudado.
Quer cobrar do Cabral? Então lá vai:
Secretaria Estadual de Saúde: clique no envelopinho do cabeçalho (Atendimento ao Cidadão) e mande um e-mail. Ou ligue para o Gabinete do Governador, nos telefones 2553-1030 ou 2553-4573.
Em 27 de abril, Juliana Pereira da Silva, universitária, foi atingida por uma bala perdida e morreu no referido hospital, por falta de recursos.
E aí? Onde está o plano da Secretaria Estadual de Saúde de Sergio Cabral? 4 meses depois, nada parece ter mudado.
Quer cobrar do Cabral? Então lá vai:
Secretaria Estadual de Saúde: clique no envelopinho do cabeçalho (Atendimento ao Cidadão) e mande um e-mail. Ou ligue para o Gabinete do Governador, nos telefones 2553-1030 ou 2553-4573.
Ou espere o Exército chegar pra ver se resolve.
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