quinta-feira, 21 de maio de 2015
Facada é a nova onda
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
O medo dos cariocas é legítimo. Mas o que eu me pergunto desde o início dos ataques dos bandidos à cidade é: o que fazer a partir disso? Porque apesar de tudo, nossa vida não pode parar. E acabamos agindo sem pensar no que estamos fazendo, o que só potencializa a imobilidade pelo medo.
Diante dos atos de violência, as empresas estão liberando seus funcionários mais cedo. Qual a lógica disso, se os ataques aconteceram em diferentes horários do dia? Qual a garantia que não vão acontecer antes das seis da tarde? Ou mesmo às nove da noite?
A polícia recomenda que a população fique em casa nessa noite, por segurança. E o pessoal que mora em frente aos carros e ônibus estacionados que foram incendiados? Eles ficaram em casa durante o dia e não escaparam do ruído da explosão e da possibilidade de estilhaços em seus apartamentos.
Os fatos já são ruins por si só. Mas a reverberação deles, graças ao desenvolvimento e à mobilidade das tecnologias de comunicação, torna o medo onipresente. Até quem não passou por momentos de terror sente-se invadido pela sensação de segurança ao ver, ouvir, rever e "reouvir" os relatos.
Mesmo que não queira. Fui almoçar, lá estava a TV ligada mostrando tudo ao vivo. Minha esposa voltava da faculdade e teve que ouvir as TVs via celular (em tempo real) das pessoas ao lado. Abrir a primeira página dos portais de notícias é ver o "show" de imagens e transmissões em tempo real.
O que me lembra um artigo do amigo Rômulo Dias, jornalista e historiador, em que ele defende a tese de que o mundo nunca foi tão pacífico. Após relatar as guerras em outras épocas, e analisando o protagonismo da imprensa nos momentos de pânico coletivo, ele argumenta:
"Hoje, a escassez do modelo clássico de guerra faz com que não tenhamos as mesmas perdas humanas que tivemos no passado. Contudo, a sociedade em que vivemos sente-se mais insegura que aquela de outrora. A ameaça terrorista nos traz a perspectiva do perigo a qualquer tempo e em qualquer lugar. Civis ou militares, todos podemos pagar pelo mundo desigual e intolerante em que vivemos.
A lógica do terrorismo dialoga diretamente com uma proposta desestabilizadora. O terrorismo é inofensivo se não consegue gerar um sentimento permanente de pânico. Um ataque mata 15, 20, pessoas. No entanto, não é a potência do ataque que importa, mas a impossibilidade de saber onde e quando o mesmo irá acontecer.
A imprensa contemporânea é, dessa forma, um ator fundamental no sentido de colaborar com a atividade terrorista, esteja o terrorismo relacionado ao tráfico de drogas ou aos ataques orquestrados pela Al Quaeda. Queiramos ou não, a informação sempre chega às nossas casas nos dias de hoje. Os meios de comunicação nos obrigam a ter medo, mesmo que a morte seja improvável. Talvez, contraditoriamente, este mundo em que vivemos seja de uma paz sem precedentes."
Diante desse aspecto, em conversa posterior à publicação do artigo, ele defendeu que a imprensa não deveria fazer a cobertura dos ataques terroristas. Na sociedade do espetáculo tão bem prevista por Guy Dèbord, a realidade é vivida e sentida quando se revela na mídia. "O que os olhos não veem, o coração não sente".
E se o primeiro ataque não tivesse aparecido na TV? Se fosse solenemente ignorado por todas as emissoras e veículos de comunicação? Será que estaríamos tão aterrorizados? Provavelmente não.
Mas no mundo do fetiche da velocidade, expresso no jornalismo em tempo real (conceito definido pela professora Sylvia Moretzsohn), a notícia virou mercadoria. As prateleiras dos meios de comunicação não podem ficar vazias. Mesmo que seja pra termos ciência de informações importantíssimas para o destino da nação, como o fato de Claudia Leitte planejar ter quatro filhos.
Voltando ao ponto de partida: o que nós, cariocas, devemos fazer a partir desse medo institucionalizado? Primeiro, manter-se informado na medida da sanidade. Se você sabe que está ocorrendo um tiroteio em determinada avenida por onde você passaria, não passe. Aí sim, dê um tempo.
Mas se não há nada acontecendo, vá em frente. Não faça uma auto-prisão. Não podemos aceitar que o Rio de Janeiro seja uma cidade violenta e que estaremos sempre à espera do próximo pseudo-estado de sítio. O Rio de Janeiro continua lindo, o Rio de Janeiro continua sendo. Nossas vidas continuam, apesar da sensação de impotência.
Ou você vai começar a faltar ao trabalho? Vai deixar de sair com os amigos? Vai blindar a sua casa e pedir comida a domicílio? Não, ninguém vai fazer isso. Portanto, dá pra ter coragem quando a gente percebe os exageros das Cassandras.
E mais importante: cobrar de quem se deve. Critico Sergio Cabral e Duda Paes por suas decisões políticas, mas não serei idiota de negar os benefícios das UPPs. E que todo trabalho precisa começar por algum lugar, nem que sejam os trajetos de Copa e Olimpíadas.
Mas as perguntas que já estão no ar faz tempo são: e o resto das comunidades? E os bandidos que fugiram das UPPs? Que a Vila Cruzeiro, em pleno Complexo do Alemão, estava sendo o refúgio deles, até o carioca mais desligado já sabia. Que era uma questão de tempo que aquilo explodisse, idem.
A realidade é complexa, eu sei. Além disso, os aparatos do Estado não são suficientes (alô, alô, neoliberais: aquele abraço!). Mas os cidadãos cariocas precisam cobrar permanentemente de quem se dispôs a assumir o compromisso de ser uma autoridade pública. E para toda a cidade, não apenas para os de IPTU altíssimo.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Sobre o episódio deste ano, o próprio Schumacher opinou que a manobra deveria ter sido mais sutil. Entre os torcedores, houve quem dissesse que Massa poderia "mascarar" a entrega da posição simulando que Alonso o ultrapassou por estar mais veloz, em vez de escancarar a situação abrindo passagem.
A diferença entre uma manobra às claras e outra mais sutil tem paralelo com recentes episódios de cerceamento da liberdade de imprensa no Brasil, principalmente na fiscalização dos eleitos para cargos públicos. Embora há quem argumente que a censura no país não exista, ou seja apenas um "fantasma" comparando com a época da ditadura militar, episódios recentes mostram que não é bem assim:
- A censura prévia ao Estadão completou nada menos que um ano, e prossegue. Mais de 365 dias sem poder publicar nada a respeito do deputado Fernando Sarney, e durante esse tempo todo o mérito do processo não foi julgado;
- O Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul proibiu o jornalista Nilson Pereira de publicar matérias sobre o senador Delcídio do Amaral (PT). Se descumprir a decisão, o jornalista terá que pagar multa diária de R$ 10 mil;
- O mais recente (e insólito) episódio é a restrição - eufemismo para censura - a emissoras de rádio e TV na representação dos candidatos. Elas não poderão realizar efeitos em áudio ou vídeo com a intenção de ridicularizar ou beneficiar algum candidato, partido político ou coligação. E isso vale para telejornais, programas de entretenimento, novelas e humorísticos.
A justificativa do último exemplo citado é emblemática: por serem concessões públicas, as emissoras devem tratar os candidatos de forma igualitária. Pelo visto, a Lei Eleitoral só considera que os candidatos são tratados de maneira diferenciada se são alvos de comédia. Desatinos e preferências editoriais na cobertura dos fatos? Não é com eles.
Mas é curioso que a Lei Eleitoral seja tão dura com o humor e nada diga a respeito de políticos que são donos de meios de comunicação. A rigor, isso também não poderia acontecer, e é óbvio que tal situação impede que as emissoras tratem igualitariamente os candidatos. As concessões são públicas, e se têm dono, isso é contra a lei.
Todas as situações narradas são flagrantes de censura à imprensa, às vezes de maneira mais sutil ou dissimulada, mas sempre censura. Hoje não há um funcionário do Poder Executivo nas redações para intimidar com sua presença e com o poder do veto. A intimidação está mais sofisticada e covarde, por não permitir que um trabalho investigativo sequer venha à luz, em vez de contestá-lo uma vez publicado.
Para os torcedores, não há diferença entre o Barrichello de 2002 e o Massa de 2010. Assim como não há diferença entre a censura militar nos anos de chumbo e a censura prévia do Brasil democrático. Em todos os casos, quem sai perdendo é quem sustenta todo o "circo", com sua torcida e seus impostos: o cidadão.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Além dos jogos e das arbitragens da Copa do Mundo, aqui no Brasil outro assunto habita as rodas de discussão: a relação entre o técnico Dunga e a imprensa. A situação chegou a tal ponto que as discordâncias, regadas a ódio, são publicamente assumidas por ambas as partes. Correndo o risco de terem seus respectivos compromissos profissionais prejudicados por tais atitudes, ainda assim nenhum dos lados "baixa a guarda".
Se o ditado afirma que "dois bicudos não se beijam", ele se aplica perfeitamente a Dunga e à imprensa. Com a diferença que o técnico seria um pequeno beija-flor e a gama de veículos de comunicação cobrindo a Seleção, um tucano misturado com gavião.
Antes de entrar na polêmica atual, uma retrospectiva. Em nosso país, apaixonado por futebol, é comum escolhermos um único culpado pelas derrotas da Seleção em Copas do Mundo. Foi assim com Barbosa em 1950, Cerezo em 1982, Zico em 1986, Roberto Carlos em 2006... Nesse momento, o detalhe que o esporte é coletivo é solenemente deixado de lado.
O fiasco da Copa de 90, na Itália, com o Brasil apresentando uma equipe desunida, em briga com o patrocinador e jogando um futebol feio e nada confiável, foi colocado sobre os ombros de apenas um jogador. Foi a chamada "Era Dunga".
Mas chamada por quem, cara pálida? Se existe na sociedade brasileira um messianismo latente (desde os tempos de Getúlio Vargas), também ocorre a eleição automática do Judas Iscariotes da vez. No entanto o consenso só se solidifica e permanece através dos tempos devido à massificação da imprensa, que é diária, quase onipresente e que raramente admite seus erros e excessos.
Não se sabe quem inventou a expressão "Era Dunga". Mas desde então ela é sintomaticamente repetida pela cobertura esportiva, colaborando mais uma vez para estigmatizar um jogador por toda a vida. Ninguém comenta que Barbosa foi um dos melhores goleiros que o futebol brasileiro já teve, mas todos têm na ponta da língua o discurso para culpá-lo pelo Maracanazzo.
Dunga não foi craque como Barbosa, mas nem ele nem ninguém merece ser marcado por um fracasso que foi, não se esqueçam, coletivo: da presidência da CBF ao terceiro goleiro (Já dá pra imaginar onde nasceu o, digamos, desprezo de Dunga pela imprensa esportiva, certo?).
Eis que Dunga ressurge como capitão do tetra em 94, levanta a taça e, diante de todo o mundo, desabafa contra a imprensa: "Fotografem essa porra! Fotografem essa porra!". Para todos os efeitos, ali estava automaticamente suspensa a Era Dunga - ou, ao menos, ela deveria ser atualizada com o desfecho vitorioso.
Mas Dunga agora reaparece como técnico da Seleção e, além de assumir que busca o futebol de resultados, ganha carta branca da CBF pra trazer de volta a seriedade e o comprometimento dos jogadores com a Seleção. (O fato da imprensa não ter feito críticas às farras da Copa de 2006 e depois espinafrar os jogadores que não classificaram o Brasil é mero detalhe. Ah, e também engrossaram o coro do comprometimento).
E Dunga vai obtendo os seus resultados, encampando a máxima de que os fins justificam os meios. Ganha a Copa América, a Copa das Confederações, vence grandes seleções jogando bem, classifica o Brasil para a Copa do Mundo. Para isso, adota a metodologia do "grupo fechado" e, claro, não dá a mínima para a imprensa.
Pelo contrário, comete até o pecado mortal de cercear liberdades da Rede Globo em suas reportagens exclusivas com os atletas, a despeito da programação da comissão técnica. Aí começam as primeiras ondas de "Fora Dunga", que trouxe episódios ridículos. A CBF, como é de praxe, fez que não era com ela e deixou o esquentado técnico como um ótimo para-raio.
Dunga precisa repensar se é a melhor estratégia comprar briga a torto e a direito. E a imprensa não pode se esquecer que sua contribuição para a demonização massificada pode ser determinante para a vida pessoal dos envolvidos. Estão aí os casos da Escola Base, Wilson Simonal e tantos outros para comprovar.
segunda-feira, 24 de março de 2008
O caso de Joanna Maranhão já rendeu dois posts aqui no Lessa27. Segue mais um, dessa vez reconhecendo o trabalho da imprensa brasileira.
Hoje o portal de notícias G1, da Globo, deu a notícia da audiência de conciliação entre Joanna, sua mãe e o ex-técnico. Ele processa as duas por difamação ao ter seu nome revelado à imprensa como possível suspeito de abuso sexual.
Perceba que em nenhum momento a matéria cita o nome do técnico. Assim deveria ter sido desde o começo. Não adianta transferir a responsabilidade da primeira divulgação para a mãe de Joanna, se a reverberação geral e pública se dá pela imprensa. O direito à informação é tão universal quanto o direito à presunção de inocência.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Um Maranhão de dúvidasFoi tenebrosa notícia quando a nadadora Joanna Maranhão revelou que sofreu abuso sexual por parte de seu técnico quando ela tinha apenas nove anos. Imediatamente, começaram a surgir reportagens não só sobre o caso, como também sobre a confiança dos pais de atletas nos técnicos de seus filhos (que não raro começam a carreira cedo).
É complicado. Um assunto desses requer muita sensibilidade e cautela por parte da imprensa na hora de tratar a público. Um alarmismo sem necessidade é passo certo para a paranóia. O caso de Joanna é exceção, minoria ou corriqueiro? É preciso uma boa apuração para que o público não pense que isso ocorre a torto e a direito, e assim os pais ganharem mais um motivo pra não dormir à noite.
No entanto, a mãe da nadadora botou a imprensa em xeque, de uma maneira ainda mais complicada: revelou o nome do técnico que abusou de Joanna. E aí? Publica-se ou não a informação? A imprensa não tem como apurar (ao menos, ainda) se a denúncia procede ou não.
Porque uma coisa é certa: acabou a carreira da pessoa citada pela mãe de Joanna, que ainda sofrerá olhares e desconfianças pro resto da vida. Como dizem os princípios do direito, todos são inocentes até que se prove o contrário - é o que o técnico citado tentará fazer. Mas o fato de já ter sido divulgado em massa que ele pode ter cometido um dos maiores pecados universais da contemporaneidade (abuso sexual de crianças) não tem volta.
Lembram do caso da Escola Base (que deveria ser lembrado sempre nas redações)? Na ocasião, um casal que era dono de uma escola infantil foi acusado de abusar sexualmente dos alunos. O circo da mídia foi criado, a escola faliu, os acusados foram publicamente condenados e... nunca houve provas. E nem a maior das erratas vai apagar a suspeita na reputação dos dois, fora os prejuízos emocionais.
E se for provado que o técnico mencionado foi falsamente acusado? Provavelmente, a mãe de Joanna poderá ser processada. Mas e a imprensa que espalhou a informação de uma fonte, prejudicando um cidadão? Vai retificar a informação na mesma intensidade (primeiras páginas, várias reportagens etc)? Se o fizer, vai adiantar?
Volto à pergunta: a imprensa deveria divulgar o nome? Se não o fizesse, seria sonegar informação ou não? Suicídios não são noticiados pelo fato de não causarem publicidade que "incentive" novos atos do tipo - é um dos poucos acordos universais que a imprensa cumpre. No caso do técnico de Joanna, da Escola Base, não deveria existir o mesmo cuidado? A não ser, claro, que já estivesse devidamente comprovada a culpa.
A intenção da mãe de Joanna era pôr um ponto final no assunto. Só se for pra ela, porque para o técnico e para a imprensa, a história - e os questionamentos - estão apenas começando.
terça-feira, 25 de setembro de 2007

Qualquer país precisa de um bom jornalismo. É horrível ficar falando mal de nossa imprensa dia apos dia (embora a crítica seja sempre necessária), já que é por meio dela que nos informamos cotidianamente. É com tais informações que construímos nossas noções de cidadania e desenvolvemos nossas perspectivas de mundo, além das expectativas quanto ao futuro.
Sabemos que a imprensa, por si só, não é a única culpada desse mal-estar que sentimos todos os dias. Os donos dos veículos de comunicação, mais preocupados com uma empresa fabricante de notícias-mercadoria do que com uma empresa que possua credibilidade junto ao seu público, têm grande parcela de culpa nisso.
Assim, ficamos nós desesperados em busca de informações com qualidade, bem apuradas, transparentes. A internet nos ajuda, aqui e acolá pinçamos pérolas a fim de construir nosso conhecimento para além do "efeito-manada" (quando todos os veículos falam da mesma coisa, do mesmo jeito, no mesmo tom, no mesmo período, até enjoar).
Se o leitor quiser aceitar uma dica preciosa de bom jornalismo ligado às questões do cotidiano, recomendo colocar como primeira página de seu computador o site da Agência Brasil.
Numa leitura conservadora e simplória, é a agência de notícias do governo. Mas se você conferir o conteúdo - antes mesmo de se aprofundar, ficando somente nas manchetes - verá que está longe disso. É uma agência do Estado, isto é, recursos públicos oriundos de nossos impostos sendo empregados para produzir uma comunicação cidadã, para todos.
Com leiaute limpo, sem excluir nenhuma mídia e incentivando a participação ativa dos leitores e blogueiros, a Agência Brasil se destaca por exprimir o óbvio: o esquema emissor-receptor do envio de mensagens já era. Nosso contato com tantas mídias desde criança, a presença e a velocidade da internet e suas novidades, faz com que nossa relação com os meios de comunicação não seja meramente passiva. A Agência Brasil compreeende isso muito bem, e respeita seus leitores nesse sentido.
E mais: é um dos pouquíssimos locais da mídia que discute a própria mídia. As políticas de comunicação do governo também, apresentando os pontos de vista contrários e necessários para uma boa informação. E acompanha passo-a-passo os três poderes, numa linguagem acessível.
Sem contar que todo o conteúdo do site é pela licença Creative Commons, isto é, tudo pode ser replicado e baixado, sem ressalvas. E feito com software livre, passando ao largo dos esquemas midiáticos monopolizantes de Bill Gates e Roberto Marinho.
Portanto, trata-se de uma boa notícia: a Agência Brasil faz o jornalismo que o país precisa.
sexta-feira, 20 de julho de 2007

quinta-feira, 19 de julho de 2007

