Eu fico impressionado e assustado em ver tanta gente não querendo que
tenha golpe e tendo aceitado os diversos "mini-golpes" que o PT deu no
meio-ambiente, na esquerda, nos quadros clássicos do partido, no
orçamento, nos próprios eleitores em 2014, nas expectativas de que não
seria um partido como os outros, na recepção aos protestos de 2013,
naqueles que queriam uma sociedade politizada e mobilizada em vez de
messianismo, nas populações ribeirinhas, indígenas...
É incrível como a
contribuição do próprio PT em entrar no "cheque especial" de sua
credibilidade política sequer é mencionada, nenhum mea culpa, muita
arrogância e haja narrativa orwelliana e conspiratória pra sustentar
tanta negação deliberada (ou não, em alguns casos)
sábado, 9 de abril de 2016
Já teve
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quarta-feira, 30 de março de 2016
LEPTOSPIROSE
O navio está com vários rombos.
Os ratos mais espertos abandonam primeiro.
Os ratos com a mão no leme negam deliberadamente que há rombos - o
problema é a maré, a tempestade, as marolas dos outros navios, os peixes
etc.
Os ratos que estão nadando em volta do navio querem o leme de qualquer jeito, nem que para isso tenham que aumentar os rombos.
Os ratos que só querem saber de encher a pança, seja de onde vem a comida, continuam na mesma intenção.
Qualquer rato que seja apanhado no flagra aumentando os rombos apenas diz: "mas olhem os outros ratos!".
E os remadores do subsolo estão mais furados que queijo suíço.
Os ratos que estão nadando em volta do navio querem o leme de qualquer jeito, nem que para isso tenham que aumentar os rombos.
Os ratos que só querem saber de encher a pança, seja de onde vem a comida, continuam na mesma intenção.
Qualquer rato que seja apanhado no flagra aumentando os rombos apenas diz: "mas olhem os outros ratos!".
E os remadores do subsolo estão mais furados que queijo suíço.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
NÃO HÁ CRISE
Hospitais universitários ameaçando fechar as portas. Residências médicas sem remuneração.
Contratos de limpeza hospitalar interrompidos.
Setores inteiros de hospitais fechando.
Epidemias afetando quem sequer nasceu.
Mas não há crise, amigos, não há crise.
E caso haja,
Não há responsável, amigos, não há responsável.
Se tiver dinheiro na proporção inversa de seu problema de saúde, prepare-se para morrer.
Mórbido?
Sim.
Real?
Idem.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Morro da Conceição, enfim. Na volta, pipas
Correr a etapa Porto Maravilha do Circuito Rio Antigo no domingo passado foi um prenúncio. Conheci a nova-velha Praça Mauá e novamente, de relance, vi o Morro da Conceição logo ali, um dos lugares aonde nasceu o Rio de Janeiro. Outra dívida pessoal a ser paga um dia, pois nunca tinha ido - até então. Bota na conta do Mujica.
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domingo, 6 de dezembro de 2015
Um tropeiro no Rio, ou flanando com Rosa a tiracolo
Como passar um sábado em sua própria cidade.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2015
MORREU
Mataram o Rio Doce. Ali,
nada mais vale.
Nada mais Vale.
nada mais vale.
Nada mais Vale.
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quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Ensaio sobre a dúvida
“Homem de pouca fé, por que duvidaste?”
O absurdo tinha acabado de acontecer.
sábado, 10 de outubro de 2015
Como antigamente
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Exercício de empatia - 2
"Minha casa é meu refúgio."
terça-feira, 14 de julho de 2015
Que mané queda da Bastilha!
Hoje
era dia de vó. Eu fico muito, mas muito feliz de num dia como esse (e
em tantos outros, como em sonhos à noite) só ter boas lembranças dela.
De temperamento difícil e com diversas limitações para viver uma vida
plena que estava ao seu alcance, Sillas era a vó que tinha nome de vô.
Tivemos muitos embates, e por vezes queria tanto aproveitar melhor a sua
companhia, mas ela não deixava, Freud explica.
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quinta-feira, 2 de julho de 2015
Um brasileiro e os brasileiros
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quinta-feira, 18 de junho de 2015
Exercício de empatia
Você está em casa, numa boa. Assistindo seu jogo de futebol ou sua novela, como você faz frequentemente, já pensando que amanhã tem que acordar, tomar café, ir trabalhar. Então surge um plantão extraordinário de notícias dizendo que seu país entrou em guerra contra algum vizinho.
terça-feira, 9 de junho de 2015
Cristovam Buarque é o nosso Mujica?
Eu já considerava a hipótese, e um texto recente do senador no Facebook parece ajudar a confirmá-la.
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sexta-feira, 5 de junho de 2015
Água corrente
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sábado, 23 de maio de 2015
Bastidores de um lançamento
"Você tá nervoso, né?", disse minha esposa no domingo à noite, véspera do lançamento de "Mujica: o presidente mais rico do mundo", meu livro de estreia. Tava, um pouco. Mas não no dia seguinte, que correu rápido. Logo já era hora de me arrumar e pegar o metrô rumo a Botafogo. Pela primeira vez na vida entrei numa livraria não como curioso, leitor ou estudante - mas como autor.
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quinta-feira, 21 de maio de 2015
Facada é a nova onda
O Rio de Janeiro está de novo às voltas com uma "onda de violência". Dessa vez, os crimes a facadas, cometidos por gangues que na maioria dos casos visam assaltar a vítima. Como carioca, infelizmente já vivi outros momentos em que a cidade parecia tomada pelos bandidos. O que também me dá o direito de ser desconfiado. Estamos mesmo vivendo um descalabro na segurança ou sentindo os efeitos colaterais da repercussão midiática dos crimes?
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quarta-feira, 20 de maio de 2015
Tomé, por Saramago
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sexta-feira, 15 de maio de 2015
Pequenas grandes memórias
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quarta-feira, 6 de maio de 2015
Quando eu vejo a cidade batendo panelas
No
contexto da liberdade de expressão, acho que todos são livres para se
indignar contra o que quiserem e protestar como quiserem. E penso que
devemos acompanhar a política e nossos representantes em tudo. A charge
abaixo expõe algo que lamento: há muitas coisas acontecendo, que vão nos
impactar (ou já estão nos impactando) demais, com os responsáveis
claramente identificados e que sequer são incomodados.
Por quê?
Não se trata de defender o PT (até porque a arrogância do partido sequer permite uma autocrítica, então cada um colhe o que planta), mas de incentivar que ampliemos nossa fiscalização do poder e de nossos direitos. (Em tempo: também não concordo com o tom do último quadrinho, compartilho a charge só para ilustrar a presente argumentação.)
Não se trata de defender o PT (até porque a arrogância do partido sequer permite uma autocrítica, então cada um colhe o que planta), mas de incentivar que ampliemos nossa fiscalização do poder e de nossos direitos. (Em tempo: também não concordo com o tom do último quadrinho, compartilho a charge só para ilustrar a presente argumentação.)
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quinta-feira, 30 de abril de 2015
O meio é a mensagem
Vejam essa foto. Olhem o tamanho desse blindado da PM. É maior que um tanque de guerra. Por que usar isso contra pessoas desarmadas? A desproporção já é uma mensagem. Que polícia vai com um aparato desses pras ruas e não teria a intenção de guerrear? Apenas 17 policiais conseguiram driblar a cultura da violência acima de tudo - encarnaram a objeção de consciência, cortando na própria carne (ao contrário de muitos políticos que usam a expressão de forma retórica e hipócrita).
Se aceitamos que a polícia seja preparada para esfolar primeiro e evitar o confronto nunca, é uma questão de tempo para que a roda-viva dessa carnificina se volte contra nós. Já foram estudantes, usuários de transporte público, garis, professores. Qual a sua profissão? Se nada mudar, você acha que estará imune?
Atualização em 04/05/2015: Infelizmente os 17 policiais nunca existiram.
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