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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Quando eu vejo a cidade batendo panelas

No contexto da liberdade de expressão, acho que todos são livres para se indignar contra o que quiserem e protestar como quiserem. E penso que devemos acompanhar a política e nossos representantes em tudo. A charge abaixo expõe algo que lamento: há muitas coisas acontecendo, que vão nos impactar (ou já estão nos impactando) demais, com os responsáveis claramente identificados e que sequer são incomodados. Por quê? 

Não se trata de defender o PT (até porque a arrogância do partido sequer permite uma autocrítica, então cada um colhe o que planta), mas de incentivar que ampliemos nossa fiscalização do poder e de nossos direitos. (Em tempo: também não concordo com o tom do último quadrinho, compartilho a charge só para ilustrar a presente argumentação.)

quinta-feira, 30 de abril de 2015

O meio é a mensagem



Vejam essa foto. Olhem o tamanho desse blindado da PM. É maior que um tanque de guerra. Por que usar isso contra pessoas desarmadas? A desproporção já é uma mensagem. Que polícia vai com um aparato desses pras ruas e não teria a intenção de guerrear? Apenas 17 policiais conseguiram driblar a cultura da violência acima de tudo - encarnaram a objeção de consciência, cortando na própria carne (ao contrário de muitos políticos que usam a expressão de forma retórica e hipócrita).

Se aceitamos que a polícia seja preparada para esfolar primeiro e evitar o confronto nunca, é uma questão de tempo para que a roda-viva dessa carnificina se volte contra nós. Já foram estudantes, usuários de transporte público, garis, professores. Qual a sua profissão? Se nada mudar, você acha que estará imune?

Atualização em 04/05/2015:  Infelizmente os 17 policiais nunca existiram.