Faz algum tempo que pra mim o reveillon nada mais é que um dia após o outro. Aquela sensação de recomeço, de expectativas e resoluções para um ano-novo não me afeta. Acredito que passo por muitos "reveillons" em diversos períodos da vida que não obedecem à nossa temporalidade organizada. Mas não nego o valor do calendário para administrar nossos planos e motivações. Assim, excepcionalmente, defini um particular objetivo para 2012: realizar meu Bolsa-Família.
Lessa27
Um blog é um blog. Só que esse é meu.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Os cínicos no poder
De novo as barcas. Daqui a pouco serão os trens (de novo), o metrô (de novo), sobrecarregando os extorsivos ônibus (de novo). A população do Rio de Janeiro está cansada desse déja vù. Ainda mais sabendo que é motivado pelo cinismo e por uma agenda oculta das autoridades públicas responsáveis.
sábado, 19 de novembro de 2011
Um Gre-Nal intelectual
A reação ao vídeo que os atores da Globo fizeram em protesto contra a construção da usina de Belo Monte demonstrou, mais uma vez, a polarização intelectual que vemos no Brasil. Obedecendo a uma lógica simplista e maniqueísta, o debate sobre as mais diversas questões é, antes de mais nada, rotulado. E os defensores estão preferindo ser mais fiéis aos rótulos do que à realidade. O país só perde com esse comportamento infantil.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
A maturidade é necessária
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Anti-simplismo
Não gosto de nada simplista: argumentos, pontos de vista, opiniões, raciocínios. Não somos simples, nossos contextos humanos não são simples.
Sem confusão: simplicidade é uma jornada que facilita a nossa existência; simplismo, uma prisão invisível.
Não gosto de me extremar num polo e ali fincar orgulhosamente minha bandeira. Embora não deva servir de atalho ou justificativa para a incoerência ou para o cinismo, a flexibilidade é necessária, com a companhia da humildade.
Não gosto de reduzir discussões políticas ao espírito de um Gre-Nal, ou Fla-Flu das antigas.
Não gosto de rotular e, a partir de então, fechar meus ouvidos para aquele a quem rotulei.
Não gosto de me sentir dono da razão, nem de admirar os que se portam assim.
Não gosto de fundamentalismos de nenhuma ordem. Aliás, o fundamentalismo não é monopólio de nenhum estrato da sociedade.
O simplismo tenta, mas não dá conta da complexidade da nossa existência. E quanto mais insistimos nele, mais regredimos. Da tolerância voltamos ao ódio; do debate, à guerra; da troca de ideias, aos grunhidos e xingamentos.
E tome expectativas frustradas. "Ué, mas me disseram que funcionava assim. O buraco é mais embaixo, então?".
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Raul Seixas constatou o óbvio em forma de música: que não somos minerais, robôs ou animais pra sermos imutáveis, sólidos. A teimosia é sempre irritante, seja qual for o assunto.
Ainda mais se for simplista.
Sem confusão: simplicidade é uma jornada que facilita a nossa existência; simplismo, uma prisão invisível.
Não gosto de me extremar num polo e ali fincar orgulhosamente minha bandeira. Embora não deva servir de atalho ou justificativa para a incoerência ou para o cinismo, a flexibilidade é necessária, com a companhia da humildade.
Não gosto de reduzir discussões políticas ao espírito de um Gre-Nal, ou Fla-Flu das antigas.
Não gosto de rotular e, a partir de então, fechar meus ouvidos para aquele a quem rotulei.
Não gosto de me sentir dono da razão, nem de admirar os que se portam assim.
Não gosto de fundamentalismos de nenhuma ordem. Aliás, o fundamentalismo não é monopólio de nenhum estrato da sociedade.
O simplismo tenta, mas não dá conta da complexidade da nossa existência. E quanto mais insistimos nele, mais regredimos. Da tolerância voltamos ao ódio; do debate, à guerra; da troca de ideias, aos grunhidos e xingamentos.
E tome expectativas frustradas. "Ué, mas me disseram que funcionava assim. O buraco é mais embaixo, então?".
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Raul Seixas constatou o óbvio em forma de música: que não somos minerais, robôs ou animais pra sermos imutáveis, sólidos. A teimosia é sempre irritante, seja qual for o assunto.
Ainda mais se for simplista.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Certamente
Imagem: Jonathan Mak
A morte de Steve Jobs me fez conhecer mais sobre o cara do que em vida. Não é um fenômeno raro, já deve ter acontecido com você. É que só há pouco tempo tenho adentrado com mais afinco e interesse o mundo das tecnologias de comunicação. Aí, ler essa entrevista do hômi (de 1986!) e ver o que o cara fez depois é de cair o queixo.
Quando a notícia da morte foi anunciada por um colega da pós-graduação, a reação de todos foi de um "ah... que pena". Não havia tanta surpresa, já que Jobs sofria de um câncer tão terminal que o fez abrir mão do comando da Apple. Mas era aquilo, todo mundo queria que ele continuasse com suas ideias transformando o nosso mundo e as nossas vidas. (Não me julgue exagerado, se você usa um computador e um celular, deve tributos ao cara).
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Indignados: ainda falta
Mundo árabe, Espanha, Chile, Wall Street. São diversas as mobilizações coletivas insatisfeitas com a ordem atual das coisas. Movidos pela juventude e com o suporte da tecnologia móvel e das redes sociais, reúnem-se, gritam, perseveram. Um louvável esforço de quem ainda é rotulado como uma geração alienada ou coisa do tipo.
O que fico pensando ao acompanhar todos esses movimentos é qual deve ser o próximo passo. Ok, conseguimos nos organizar para protestar e sermos ouvidos. Sabemos contra o que nos insurgir. Mas para além da contestação, alguém dessa multidão está pensando na alternativa futura a esse estado de coisas?
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