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sexta-feira, 26 de abril de 2019

NOTRE





 Por que choramos quando um prédio se vai?

Talvez porque ali havia história, arte, cultura. Coisas que fazem parte de nós mesmo que não admitamos. Que mexem conosco, passando por cima de nossos recalques. Que dão graça à vida, deixando roucos os oportunistas políticos.

Paris, Rio ou mesmo a cidadezinha do interior. Todas com história, arte e cultura, conforme a proporção e a projeção no cenário geográfico, no imaginário.

Mas não vivemos sem história, arte e cultura. Não adianta tentar apagar, diminuir, sufocar qualquer uma delas. Como a flor do asfalto de Drummond ou uma fênix teimosa, permanecem. No mundo. Em nós.

Devemos cuidar de nossos museus. A França deve restaurar a Notre-Dame, como já o fez com outros monumentos.

Mas a Notre-Dame da memória afetiva de cada um de nós - os que visitaram, os que só conheciam de filme e leitura - jamais pegará fogo. Em nenhum sentido.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Paris

Este post chega com mais de um ano de atraso. Ou não, talvez só agora esteja claro o que conhecer Paris significou para mim. Foram apenas seis dias na capital francesa, mas que valeram por um portal para outra dimensão. Minha identificação e simbiose foram quase automáticas, e o efeito é maior por ter sido totalmente inesperado. Como pode uma cidade te "dar uma rasteira" dessa forma?