sexta-feira, 18 de julho de 2008

Ela passou pela rehab. E os outros?

Foi com alegria que vi uma matéria do Fantástico num domingo desses. Tal afirmação, nos dias atuais, é uma contradição pra mim. Mas o assunto era a volta de Amy Winehouse aos palcos de grande público. No caso, do Rock in Rio Madri.

Após ouvir o hit Rehab, comecei a prestar atenção na cantora. Que música! Que voz! Eu, que já gosto de jazz e blues, adorei saber que Ella Fitzgerald, Billie Holiday e Nina Simone já possuem herdeira musical.

A matéria conta que não se sabia se Amy estaria em Madri, outra vez devido a seus problemas extra-palco. Aí me dei conta que sei muito mais desse aspecto da sua carreira do que de seu talento ou suas músicas.

O que dá na mídia (sensacionalista, não toda) é a anorexia de Amy, a depressão de Amy, a dependência química de Amy, a prisão do marido de Amy... E as pessoas não cansam de consumir essas notícias, então os pseudo-jornais não cansam de publicar esse tipo de coisa, já que as pessoas não cansam de consumir essas notícias, uma vez que os pseudo-jornais não cansam de publicar esse tipo de coisa...

Em meio a essa roda-viva, Amy Winehouse foi pra reabilitação. E cantou seu drama no hit que já citei (veja a letra). Além disso, tem buscado prosseguir a carreira, como nos shows do Rock in Rio pelo mundo.

E os viciados nas vísceras das celebridades? Isso não é de hoje, mas perceba: julgam e condenam Amy por seus pecados, mas não largam o osso de encarnarem o papel de abutres humanos.

Enquanto os ávidos consumidores (e "traficantes") não admitem esse tipo de vício, Amy mostra-se superior a todos eles quando busca ajuda, reconhecendo que precisa dela. E volta a oferecer ao mundo que tem de melhor: sua voz.

Não saiba de Amy, ouça Amy.

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