quarta-feira, 11 de abril de 2007

Picolé!

Não se vende mais picolé no Centro do Rio? Da Cinelândia ao Castelo, nenhum lugar com aquele freezer cheio deles? Que cidade é essa? Sem um Chicabon pra adoçar o bico depois do almoço não há quem güente.

Existem um bilhão de lanchonetes de sucos naturais + salgados anti-naturais, restaurantes chiques e sujões, uma geração inteira de camelôs desafiando a física nas calçadas, mas nada de picolé! Achei até uma baiana vendendo acarajé e uma loja só de Rolex. É possível? Da Bahia a Wall Street, e nada de Chicabon. Andei com calma, olhei pra tudo quanto é rua, direção e calçada. Nada do doce gelado.

Esses executivos do Centro do Rio não sabem mais o que é picolé? As manifestações sindicais, os guardas de trânsito, os jornaleiros... cadê a indignação pela falta de um artigo de primeira necessidade pra Cidade Maravilhosa? Afinal, nossas estações de tempo são quatro: verão, verão, verão e verão. Outros meteorologistas de boteco apontam apenas duas: verão e frente fria (quando dá).

Pois fica aqui a minha chiadeira pela chatice da falta de Chicabon.

4 comentários:

marcelo disse...

ô, lessa, tem uma padoca do outro lado da rua, rapá. deve "de ter" chicabon lá, sim. pelo menos uns de casquinha, têm.

Marcos disse...

Vou conferir... De repente, vira outro post. Valeu!

Dudu disse...

Para sua informação (e posterior deleite): do outro lado da rua na própria Alm. Barroso vende-se picolés no boteco chamado Três Nações (vulgo Três Ladrões, batizado pelo povo que entorna todas por lá noite adentro).

Se quiser um mais sofisticado (mas não necessariamente mais caro), na galera do Terminal Menezes Cortes vende-se picolés do Sorvete Itália.

Marcos disse...

Mais uma dica! Beleza... The Quest For Chicabon.