quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Consumo de drogas é maior entre a classe A, diz pesquisa da FGV
Sem mais para o momento.
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ESCOLHA OS 10 MELHORES TEXTOS DO LESSA27
A votação prossegue. Você indica 3 textos preferidos. Se ficou difícil achar data e título, pode indicar dizendo o assunto (não muito geral, como "mídia", já que seria impossível identificar de qual você está falando).
Mande para lessa27@yahoo.com.br até o dia 5 de novembro. Um dos brindes a serem sorteados entre os participantes será uma camisa oficial do blog!
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Zico. E ponto.- Esse "cara" era mesmo tudo que falam dele como jogador? E ainda batia falta como dizem?
O "cara" era Zico, o técnico. Alex apenas sorriu e, depois que a barreira estava armada e as cobranças iam começar, chamou o treinador, propondo-lhe que entrasse no exercício.
- Aproveita as 5 primeiras, por que ele vai "esquentar" o joelho... - sussurou para o goleiro.
E Zico, de fato, bateu as 5 primeiras calibrando a pontaria: uma por cima, outra na mão do goleiro, outra na trave, etc. A partir da quinta, avisou:
- Agora, tá valendo.
E começou a sequência de bolas num ângulo e no outro, para desespero, não somente de Volkan, o titular, como também de Serdar e Nercat, os reservas, que não conseguiram pegar uma sequer.
Diante do espanto e da admiração do Trio, o "Galo" apenas sorriu:
- Nas primeiras, preciso aquecer, já que "carro velho" é fogo! Mas em compensação, depois que pega vai embora...
(Fonte: Coluna de Renato Maurício Prado, do Globo)
domingo, 14 de outubro de 2007
5 anos de blog!
Pois é... Eu sabia que a data festiva aconteceria em outubro, mas não lembrava o dia certo. Em 14 de outubro de 2002 adentrei a blogosfera. De lá pra cá, foi um aprendizado atrás do outro, além de uma curtição como só a internet pôde me proporcionar.
Explico: no segundo semestre de 2002 estava há 7 meses como escriturário do Banco do Brasil, concursado e desgostoso com aquele emprego. Estava na metade da faculdade de Comunicação Social, na UFF. O salário era bom e veio em boa hora, mas os chamados do jornalismo e da escrita vociferavam dentro de mim. E aquilo foi demais para ambos: trabalhar em banco, cercado de números, com o objetivo máximo de vendas? Tortura, masoquismo, sei lá.
Hoje, olhando pra trás, não faria o concurso. Mas é inegável que ter sido exposto a condições tão agudas de distanciamento entre profissão e realização pessoal ajudou a confirmar minha vocação maior. Pensava: "isso não é pra mim". E se não é o que eu quero, já me ajuda a descobrir o que quero. Apurar, escrever, opinar, publicar, ser ouvido, interagir, intervir, não me omitir.
Quem me deu o primeiro gostinho de tudo isso foi o blog. O meu espaço, disponível a todos que soubessem o endereço, minhas idéias publicadas - ou seja, a público - e chegando a todos, mesmo que não me conhecessem. (Antes de outubro de 2002, a experiência mais próxima que tive disso foi a "Crônica semanal do Lessa": toda segunda uma nova crônica, encaminhada para a minha lista de contatos no recém-descoberto mundo da internet.)
Comecei com dicas culturais, um ou outro pitaco político e comportamental. Mas foi em março de 2003, com o post A guerra é show, que teve início uma nova fase do Lessog - o blog do Lessa (antigo nome). Os artigos opinativos que pulsavam nas artérias saíam "na veia", com a preocupação de estarem fundamentados em fatos e informações confiáveis, para não ludibriar o leitor.
Creio que os temas mais abordados foram mídia, comportamento e cultura. Mas não nego que também faço parte da "umbigosfera": falo de mim e de minhas reflexões pessoais, na necessidade de me ler enquanto escrevo, de desabafo, catarse, vontade de botar a boca no mundo sem ser um chato (uma vez que minhas palavras se circunscrevem a meu blog). Verissimo já disse que escreve, antes de tudo, para si mesmo. Depois para os leitores. Acho que é por aí.
Em 2005, perto de me formar e conseguir o diploma de curso superior, decidi: era hora de sair do banco. Hora de me sustentar com a Comunicação (já pensava em casar...), e observando as opções do mercado de então, vi que era hora de tentar um novo concurso. Mas somente na área de Comunicação.
Estudei, recusei uma promoção no banco, botei meu blog no currículo. Fiz seis concursos, passei em um, para o qual fui chamado em junho de 2006. Em julho já estava empregado: Comunicador Social - Jornalista. Essa é a minha profissão. Fiquei lotado num lugar ideal graças a meu blog - o currículo foi observado e, segundo relatos confirmados por várias fontes, fui "disputado" por outros setores após conferirem a qualidade dos meus textos publicados.
Muito mais que um orgulho, a experiência me mostrou o que realmente importa: viver pela fé, como diz a Bíblia, e investindo no que você gosta. Nada de romantismo vazio e barato, é trabalho duro com os sonhos por timoneiros.
E o Lessa27 (nome atual) faz cinco anos com muita história contada, muitas pra se contar, com a promessa de virar livro um dia (já tenho o título). Fico feliz de ter essa estrada, e mais feliz ainda por ter com quem compartilhar isso. No caso, você, que se deu ao trabalho de acessar este endereço e ler até aqui. Sou mais do que agradecido. Sou realizado.
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ESCOLHA OS 10 MELHORES TEXTOS DO LESSA 27!
Você vota em 3 textos. Pode ser do que vc lembrar, ou pode pesquisar o arquivo do Lessa27, à direita no blog. E escrever para lessa27@yahoo.com.br com suas indicações.
A equipe do blog (eu e uns colaboradores informais) está providenciando brindes para serem sorteados entre os que responderem!
Portanto, você tem até o dia 05 de novembro pra enviar seus votos. É preciso informar o título do texto/post e a data, para ajudar na localização dos mesmos.
Participe! E envie para lessa27@yahoo.com.br!
terça-feira, 2 de outubro de 2007
"Um amigo querido, Hugo Assmann, faz anos, me disse com um sorriso: ‘Rubem, faz anos que você fala sempre sobre a mesma coisa’. É verdade. Não importa sobre o que eu esteja falando: eu falo sobre o tema que enche minha alma de alegria." E ele prossegue numa satisfação empolgada de quem se encontrou, sem volta.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Ontem tive um dos melhores aniversários de minha vida.
Se o dia 27 de setembro já era inesquecível e incomparável pra mim, ontem ficou mais ainda.
Além disso, fiz 27 anos! E daqui a um mês, dia 27, vou me casar.
Acho esse número cada vez mais bonito.
27 anos: idade bonita. Já se tem bastante história pra contar quando se chega aos 27.
Dia 27 de setembro: muito mais que Cosme e Damião.
terça-feira, 25 de setembro de 2007

Qualquer país precisa de um bom jornalismo. É horrível ficar falando mal de nossa imprensa dia apos dia (embora a crítica seja sempre necessária), já que é por meio dela que nos informamos cotidianamente. É com tais informações que construímos nossas noções de cidadania e desenvolvemos nossas perspectivas de mundo, além das expectativas quanto ao futuro.
Sabemos que a imprensa, por si só, não é a única culpada desse mal-estar que sentimos todos os dias. Os donos dos veículos de comunicação, mais preocupados com uma empresa fabricante de notícias-mercadoria do que com uma empresa que possua credibilidade junto ao seu público, têm grande parcela de culpa nisso.
Assim, ficamos nós desesperados em busca de informações com qualidade, bem apuradas, transparentes. A internet nos ajuda, aqui e acolá pinçamos pérolas a fim de construir nosso conhecimento para além do "efeito-manada" (quando todos os veículos falam da mesma coisa, do mesmo jeito, no mesmo tom, no mesmo período, até enjoar).
Se o leitor quiser aceitar uma dica preciosa de bom jornalismo ligado às questões do cotidiano, recomendo colocar como primeira página de seu computador o site da Agência Brasil.
Numa leitura conservadora e simplória, é a agência de notícias do governo. Mas se você conferir o conteúdo - antes mesmo de se aprofundar, ficando somente nas manchetes - verá que está longe disso. É uma agência do Estado, isto é, recursos públicos oriundos de nossos impostos sendo empregados para produzir uma comunicação cidadã, para todos.
Com leiaute limpo, sem excluir nenhuma mídia e incentivando a participação ativa dos leitores e blogueiros, a Agência Brasil se destaca por exprimir o óbvio: o esquema emissor-receptor do envio de mensagens já era. Nosso contato com tantas mídias desde criança, a presença e a velocidade da internet e suas novidades, faz com que nossa relação com os meios de comunicação não seja meramente passiva. A Agência Brasil compreeende isso muito bem, e respeita seus leitores nesse sentido.
E mais: é um dos pouquíssimos locais da mídia que discute a própria mídia. As políticas de comunicação do governo também, apresentando os pontos de vista contrários e necessários para uma boa informação. E acompanha passo-a-passo os três poderes, numa linguagem acessível.
Sem contar que todo o conteúdo do site é pela licença Creative Commons, isto é, tudo pode ser replicado e baixado, sem ressalvas. E feito com software livre, passando ao largo dos esquemas midiáticos monopolizantes de Bill Gates e Roberto Marinho.
Portanto, trata-se de uma boa notícia: a Agência Brasil faz o jornalismo que o país precisa.
terça-feira, 18 de setembro de 2007

segunda-feira, 17 de setembro de 2007
No último post, deixei o endereço eletrônico do Senado Federal para protestarmos contra a absolvição de Renan Calheiros e cobrar de nossos representantes sobre o voto deles. Pois bem, muitos brasileiros devem ter tomado a mesma decisão, pois o site do Senado ficou fora do ar no dia seguinte à sessão ultra-secreta.
Pois bem, os votos dos senadores foram revelados em seguida (veja aqui), ainda que com algumas inconsistências. Mas os parlamentares do Rio de Janeiro, dessa vez, foram transparentes. Acompanhe:

Marcelo Crivella: abstenção

Paulo Duque (suplente de Sergio Cabral): contra a cassação

Francisco Dornelles: contra a cassação. (Segundo a revista Carta Capital, ele "lembrou aos presentes da sessão ultra-secreta as enrascadas fiscais comuns aos congressistas brasileiros. Punir Renan, insinuou Dornelles, abriria um precedente perigoso")
Portanto, aí, está. Se quisermos fazer diferente mesmo, NÃO votemos nesses cidadãos em uma próxima eleição. Marquem o nome deles. Ou melhor, chegando à urna eletrônica, não marquem!
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Uma impotência nacionalRenan, com tudo quanto é prova de improbidade, é absolvido. Ficou escancarado para todo o país as negociatas espúrias para o arranjo final. Não se sabe até onde vão as demais representações contra o presidente do Senado, mas algo inédito ocorreu: um parlamentar denunciado de múltiplas formas e pressionado pela mídia a cair fora, continuará no cargo. E continuará presidente da casa.
Por que é possível Renans e absolvições assim, com tanta facilidade, em nosso país? Deixo a pergunta e o espaço de comentários abaixo pra tentarmos encontrar uma resposta. Acredito que a auto-crítica pra perceber a nossa responsabilidade é necessária, e não somente malhar o Congresso (embora faça parte, por contribuição dos próprios).
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
As urnas itinerantes do plebiscito popular contra privatização da Vale do Rio Doce estão espalhadas pelo Centro do Rio. E a votação vai até domingo. Confira aqui a lista de locais e horários:
- 05 de setembro (Quarta) - Praça XV 7h30m às 10h / Saara 10h30m às 13h / Largo da Carioca 11 às 15h
- 06 de setembro (Quinta) - Largo da Carioca 11 às 15h / Central do Brasil 16 às 18h
- 07 de setembro (Sexta) - Aterro do Flamengo 10h
- 08 de setembro (Sábado) - Saara 9h30min às 14h
Para saber de urnas fora do Centro, entre em contato com a organização do plebiscito: avaleenossa@yahoo.com.br.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Uma colega de trabalho resolveu fazer aniversário. Folgou na sexta e passou o fim de semana com a família, em São Paulo.
Uma segunda-feira resolveu surgir novamente, apresentando o famigerado trânsito da manhã como cartão de visitas.
A colega de trabalho resolveu mostrar os presentes que ela ganhou.
Aí apareceu esse livro aí do lado, com esse título maravilhoso - "De notícias e não notícias faz-se a crônica" - com a foto de ninguém menos que Carlos Drummond de Andrade lendo um jornal.
Aí você sabe como é, se não sabe leia aqui. Certo é que tremi na base, me emocionei, quis sair do prédio e comprar toda a reimpressão da obra do velhinho, porque isso não se faz comigo numa segunda de manhã. A colega de trabalho me apresenta uma coletânea de crônicas de Drummond que ainda não está na minha coleção, cujo título vem como espada afiada no âmago da identificação inescapável, blogável.
Meu dinheiro não vale muita coisa se não me proporcionar a obra completa do velhinho. Minha segunda-feira vale muita coisa se o velhinho me reaparece assim, de surpresa.
"Você que me lê, preste atenção. Não deixe passar nenhuma palavra ou locução atual, pelo seu ouvido, sem registrá-la. Amanhã, pode precisar dela." (de "Entre palavras").
domingo, 2 de setembro de 2007
Governo do Rio prepara operação no morro do Alemão
Pra quem não sabe (ou não lembra) o que aconteceu da última vez, leia aqui.
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Há alguns dias, postei o relato sobre a morosidade e malandragem da CPI do Pan na Câmara dos Vereadores, instigando os leitores a escrever para os parlamentares que estavam colaborando pra isso.
Não sei quantos escreveram, mas eu e um amigo o fizemos, e tivemos a mesma resposta do vereador Guaraná (é isso mesmo... Foto abaixo) sobre a instalação da CPI:
"CARO MARCOS,
SERÁ INSTALADA DIA 26 DO MES QUE VEM. DURANTE ESSE TEMPO ESTAMOS AGUARDANDO O ENVIO DE DOCUMENTOS QUE SEVIRÃO PARA OS TRABALHOS DA CPI, SEM QUE SE PERCA O TEMPO REGIMENTAL DEFINIDO PARA UMA CPI FUNCIONAR (90 dias).
ATENCIOSAMENTE,

LUIZ ANTONIO GUARANÁ - 3814-2431/2433"
Pra confirmar, perguntei se seria dia 26 de setembro. Resposta, sempre em caixa alta: "EXATO! DE COMUM ACORDO COM TODOS OS MEMBROS". Estranhei. Mas a comissão não estava dividida quanto ao assunto? Como surgiu esse consenso? Na dúvida, escrevi ao vereador Eliomar (foto abaixo), que denunciava em praça pública no Centro do Rio o descaso dos vereadores em referência. Diz ele:
"Marcos André,
A pressão está grande sim e assim que anunciei em plenário o inicio da coleta de assinaturas exigindo a instalação da CPI já. O vereador Guaraná tem demonstrado ter mudado de opinião, mas na verdade quando eles adiaram a instalação, votaram sim o adiamento para 15 de novembro. Atenciosamente, Eliomar"

PORTANTO agora o placar parece, a princípio, 3x2 pró CPI: Eliomar, Guaraná e Patrícia Amorim a favor; Nadinho de Rio das Pedras e Carlo Caiado, contra. Isso se alguém não mudar de idéia de novo.
Vamos acompanhar. Sempre que possível, prometo novas informações aqui no Lessa27.
E A VALE? É NOSSA OU NÃO É?
Também já postei aqui sobre o plebiscito popular sobre a privatização da Vale do Rio Doce, que vai acontecer na Semana da Pátria. Procure uma urna perto de você - no Centro da cidade, com certeza haverá várias, como no Largo da Carioca. Dentre outras coisas, a vale foi vendida por US$ 3,3 bi, quando valia US$ 92 bi.
Mais informações: http://www.avaleenossa.org.br/
domingo, 26 de agosto de 2007

Como eu gostaria de ter conhecido esse velhinho... Acabei conhecendo-o de outra forma, quando me deparei com seus poemas e crônicas e tomei aquele susto de me ver ali, de alguém falando por mim, meus suspiros traduzidos. É uma experiência quase sobrenatural. E você não é mais o mesmo depois de um troço desses. No mínimo, você ganha uma companhia pro resto da vida, em forma de livro. No máximo, domando toda a pretensão e ousadia possível no momento, você quer virar escritor.
Fernando Sabino e Carlos Drummond de Andrade provocaram isso em mim. O mineiro de Itabira, cuja morte aconteceu em 17 de agosto de 1987, me mostrou que eu poderia fazer poemas sem rima ou excessiva formalidade. Ah, o Modernismo e suas rupturas... Mas nem de longe ele me disse que seria fácil fazer poemas, quanto mais um poema bom...
Feito isso, minha nada célebre produção poética ficou na adolescência, com o combustível passional de então, correndo atrás de paixõezinhas que não tinham futuro. Respeitemos as descobertas púberes, e todo mérito a Drummond. A partir dali, bebia de seus poemas e a cada estrofe nova (para mim), era uma nova ode, justa, devida.
Assim como Sabino, quis muito conhecer Drummond. Nem teria como, mas eu queria muito, muito. Não posso ver uma entrevista antiga dele que me vem essa vontade que eu sei ser impossível de realizar. Mas vem! E eu fico naquela tristeza de ter uma saudade de alguém que nunca conheci, e que está intimamente ligado a uma das minhas vocações mais certeiras, que é a de escrever.
Não sei se serei um escritor como Drummond ou Sabino. Nem sou eu quem tenho que dizer. Garanto que não almejo ABLs da vida, porém fico um tantinho revoltado quando vejo textos questionáveis fazendo sucesso ou sendo incensados... Mas Drummond era funcionário público, e escrevia por necessidade de alma. Por acaso genial, foi dos maiores do nosso tempo. Não sei quais serão as conseqüências de meus escritos, mas o propósito com o qual escrevo são os mesmos do velhinho.
"Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo". E o senhor achava pouco?
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Passada a festa e o heróico esforço de nossos atletas, que conseguem ser campeões mesmo com a incompetência e corrupção de nossos dirigentes esportivos, é hora de averiguar o que houve com o dinheiro do Pan 2007.
O orçamento estourou, empresas foram escolhidas sem liccitação (todos de compadria de Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro) e agora querem enterrar a CPI do Pan. O seu dinheiro, como contribuinte, foi pro bolso de pouquíssimos larápios, e não querem mais falar nisso.
Os vereadores Eliomar e Patrícia Amorim são votos vencidos para que a CPI do Pan seja feita agora. Luiz Antonio Guaraná, Nadinho de Rio das Pedras e Carlo Caiado votaram contra, cumprindo orientação do prefeito maluquinho, Cesar Maia, que tem muita responsabilidade nesse Pan (ele sumiu, né, não? O Pan não era carioca?)
O que a gente pode fazer? Encher o saco desses vereadores, pressionar para que eles permitam a instalação imediata da CPI.
CARLO CAIADO - caiado@carlocaiado.com.br - Tel: 3814-2081 a 2083/2513/2514
NADINHO - nadinhoderiodaspedras@camara.rj.gov.br - Tel: 3814-2692 / 2440 / 2441/ 2444
LUIZ ANTONIO GUARANÁ - laguarana@uol.com.br - Tel: 3814 - 2187 e 2189
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Não dá para acreditar: Airbus da TAM apresenta problema e não decola no ES. Como uma empresa com tantos históricos de defeitos e acidentes - até o dono morreu num acidente de avião - continua operando sem nenhuma punição? 1996 e 2007 nunca serão esquecidos, agora outro defeito. E aí?
Além disso, as indenizações devidas nem são pagas. Ora, essa companhia aérea não merce mais o nosso respeito, tampouco o nosso dinheiro. Se eu tiver que voar, não será de TAM. E não é medo, não, é despeito assumido mesmo. Pra não agüentar mais desrespeito e marketing goela abaixo. Arre!
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Dane-se se a privatização é ou não é a melhor opção. Todo mundo sabe que houve picaretagem braba na entrega da Vale do Rio Doce, com dinheiro público DO ESTADO, e o leilão é questionado por mais de cem ações na justiça!
Aqui você confere a organização de um Plebiscito Nacional sobre a privatização da Vale, que acontece em setembro. Vamos gritar!
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Quando chega a nossa hora...

Meus caros, devo lhes avisar que a minha hora chegou. Como eu esperei que ela chegasse! Chegou. Sem mais expectativas ansiosas, finalmente consegui morar no Catete. Ok, apenas assinei o contrato de aluguel - mas já estou com as chaves! Pra vocês entenderem o significado de tamanho acontecimento, transcrevo abaixo uma crônica pré-internet, escrita há pelo menos sete anos...
FASCÍNIO
O Catete me conquistou. Se algum dia duvidei da predestinação, tal comportamento mudou ao passar pelo Museu da República e caminhar pelas ruas do histórico bairro, com todas as suas particularidades. Não era concreto nas paredes ou asfalto nas ruas: era espelho. Um tradutor simultâneo de minh’alma ao pisar as calçadas que abrigam sebos de alta qualidade e diversidade, restaurantes carismáticos e opções culturais na medida de quem sempre sonhou uma Canaã do tipo e ainda não havia descoberto em sua própria cidade.
O trânsito das pessoas parece mais civilizado do que em quaisquer Londres e afins. Sem a hipocrisia altiva característica dos que são privilegiados por alguma posse e se julgam superiores. Os que podem andar pelo Catete e desfrutar do que o bairro oferece são privilegiados – mas não parecem! Não que não valorizem. Mas é normal, corriqueiro tudo aquilo. O que me deixa fascinado para eles é rotina, e ninguém despreza tal situação.
Os mais críticos já devem ter elaborado todo o seu raciocínio e condenado minha descrição do Catete e minhas reações ao estar lá. Talvez até alguns moradores estejam me vendo como um sonhador, falando de outro lugar, lunático, doidivanas. Têm esse direito. Assim como eu, de relatar identificação – algo por mim tão ressaltado e valorizado, impossível de ser alvo de indiferença e que senti ao passar pelo Catete.
Para notarem que estou no mundo real: o Museu da República, templo de flashbacks; estar em seu interior é ter de novo na memória a Era Vargas e todos os seus desdobramentos. Passo pela livraria e, por ser uma livraria e marcar seu espaço ali, já merece meu respeito e devido mérito. Ando pelos jardins, respiro ar puro no outrora efervescente coração da antiga capital. Extasio-me ao notar o cinema, sétima arte carimbando ali qualidade cultural de primeira.
Enveredo pela Rua do Catete e avisto do outro lado um sebo humilde até no nome: “Sebo”. Nenhuma propaganda além do acervo chamando os necessitados por leitura a saciarem-se por suas portas. Adiante, outro. Depois, mais outro. Antes do Largo do Machado, na Buarque de Macedo, outro. Sinto-me ébrio, mas é só impressão. Ainda vejo outro cinema, mais moderno e uma videolocadora com filmes para além dos superlançamentos.
A discrição do Catete em relação aos demais bairros traz-me a sensação (tentação) de culto à personalidade. No caso, à minha própria, enlevada por descobrir um lugar tão igual a ela. Raramente está na mídia, não possui orla alardeada, esconde-se atrás do Flamengo, à sombra da Glória... E segue exalando cultura e auto-suficiência por todos os seus estabelecimentos. Não precisa da opinião alheia para ratificar sinceridade e transparência, ser o que é e pronto. Humilde ainda por cima.
Todo esse “delírio real” incontestável é interrompido pelo início de uma depressão que será constante até o fim do dia. Um “banzo” contrário ao vivido pelos escravos. Pois se estes padeciam pela saudade atroz de sua terra natal, eu sofria por antecipação. A certeza de que precisaria deixar o Catete e voltar pra casa na hora devida cortava-me a sangue frio, como vento gélido na ferida aberta. Não, ainda não moro no Catete. Não tenho motivo algum para ali pernoitar. Nada do meu dia-a-dia encontra-se no Catete. São gemidos que se compõem como trilha sonora de minha volta ao ponto de ônibus. Mas tendo a esperança planejada de meu ponto final ser no bairro que me pertence desde que sei que a ele pertenço.
sexta-feira, 27 de julho de 2007
É por isso que a gente nessa vida a gente precisa de humildade. Senão, a gente perde grandes baratos por causa de orgulho besta.
Você ganha um CD que a princípio você odiaria, a despeito da recomendação de amigos que sabem o fino da música brasileira. Aquele constrangimento e tal, encosta o CD na estante naquele dia.
Depois ouve um pouco e vê que estava enganado, preconceituoso. Mas, pelas tarefas cotidianas, o CD acaba esquecido, como os outros.
Aí o CD ressurge numa arrumação dessas, vem à tona dos ouvidos novamente e você se sente até mais maduro para curtir a boa música, seus arranjos e letras, seu contexto histórico. Tudo o que eleva a qualidade, incentivando o play it again.
Mas você só aproveita se largar de mão o orgulhinho besta que diz: "Você odiou no começo, vai mudar de idéia, maria-vai-com-as-outras?". E a lógica prossegue pra um monte de coisas nessa vida.
É por isso que a gente nessa vida a gente precisa de humildade. Reconhecer que você não estava tão senhor de si assim. Sabichão que pensa que tudo sabe e descarta "os inferiores" que, pelo seu critério, não te acrescentarão muita coisa.
Assistir documentários exercita essa humildade. Percebe lá a sabedoria de quem não é famoso, nem célebre, nem reconhecido em público. Mas calhou de ter uma câmera curiosa sabe-se lá de onde, registrando e ouvindo, e depois repassando nas telas. Quem tem ouvidos pra ouvir, ouça. Quem pode olhar, vê se vê.
Aproveita.