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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Quadrilha (depois de Drummond)
Cabral amplia o metrô,
que deveria ser em rede,
que era o melhor pros cariocas.
Pra ampliar o metrô Cabral pede empréstimo,
que vai ser pago pelo faturamento do metrô,
que vem das tarifas pelo serviço, que piora.
As tarifas aumentam para pagar o empréstimo,
que vai doer no bolso do carioca,
que nunca foi levando em consideração na história.
que deveria ser em rede,
que era o melhor pros cariocas.
Pra ampliar o metrô Cabral pede empréstimo,
que vai ser pago pelo faturamento do metrô,
que vem das tarifas pelo serviço, que piora.
As tarifas aumentam para pagar o empréstimo,
que vai doer no bolso do carioca,
que nunca foi levando em consideração na história.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Pausa poética
MICROPOESIA
Enquanto isso,
O que fazer
Enquanto vivo?
MEDIDA
Tantas polêmicas
Tantas opiniões
Poucas escutas
Poucas compaixões
Tantas certezas
Tantas sentenças
Pouca energia
Para mais um dia
Enquanto isso,
O que fazer
Enquanto vivo?
MEDIDA
Tantas polêmicas
Tantas opiniões
Poucas escutas
Poucas compaixões
Tantas certezas
Tantas sentenças
Pouca energia
Para mais um dia
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Ao decano, a glória
Morreu um dos maiores cineastas brasileiros. Sim, cineastas, pois Eduardo Coutinho não se considerava um "documentarista". Para ele, o gênero que o consagrou estava no mesmo patamar da ficção audiovisual. Levou o seu trabalho a sério, cujo resultado foi levar cada espectador para dentro de seus filmes, na sala de estar que criava com qualquer entrevistado.
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Incômodo
Quando alguém me aborda na rua pedindo dinheiro para comprar comida, penso em possíveis reações: 1) dizer que não tenho, duvidando que a grana irá para o destino requerido; 2) dar o necessário, abstendo-me da questão de uma possível malandragem; 3) ir lá, comprar a comida e entregar à pessoa. Seja qual a for a minha opção, ao final terei o sentimento de que nada foi o bastante.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
À mesa
É muito estranho sentar à mesa com um estranho e ter que tratá-lo como estranho. Almoçar sozinho proporciona essa experiência, em que até olhar pra pessoa pode ser constrangedor. E estranho. A experiência pode ocorrer em vários restaurantes das metrópoles, a cada dia mais impessoais (e anti-pessoas). Depois de um tempo na fila do Delírio Tropical, no Centro do Rio, e passar pela "linha de montagem" de pratos, me acomodo no térreo. A mesa é para dois, e por enquanto estou sozinho.
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sábado, 21 de dezembro de 2013
Chamado
Comprem, comprem, comprem.
Não vivam. Não amem. Troquem tudo por mercadoria com significados artificiais.
Não pensem no que estão fazendo.
Simplesmente comprem.
Se aparecer algum obstáculo para interromper esse fluxo, brigue.
Brigue com estranhos, com familiares, com amigos.
Coloque tudo em função do ato de comprar.
Não pense no que estão fazendo....
Simplesmente ajam.
Esgotem suas forças, ponham o carinho em extinção.
Drenem o planeta e todas as suas matérias-primas.
E morram pensando que foram felizes.
Não vivam. Não amem. Troquem tudo por mercadoria com significados artificiais.
Não pensem no que estão fazendo.
Simplesmente comprem.
Se aparecer algum obstáculo para interromper esse fluxo, brigue.
Brigue com estranhos, com familiares, com amigos.
Coloque tudo em função do ato de comprar.
Não pense no que estão fazendo....
Simplesmente ajam.
Esgotem suas forças, ponham o carinho em extinção.
Drenem o planeta e todas as suas matérias-primas.
E morram pensando que foram felizes.
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terça-feira, 17 de dezembro de 2013
A força d'água da minha torneira é uma reflexão comportamental
![]() |
| Eduardo Santos/Flickr |
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domingo, 8 de dezembro de 2013
Pés 2013 (*)
Definida a meta pessoal para o fim de 2013: voltar a jogar futebol. Isso foi há alguns meses. Não lembro quando, mas pouco depois apareciam um calo no dedão, uma dor no calcanhar, outra no peito do pé - que se revezavam entre o esquerdo e o direito. Tal um involuntário Adriano, nunca consigo estar pronto para entrar em campo, confiante e garantindo a confiança dos companheiros. Acho que meus pés querem me dizer alguma coisa, porém ainda não decifrei o quê.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Na pista
Segunda aula. Seu Roberto me deu a chave e fomos em direção ao carro. Enquanto eu abria a porta ainda de pé, do outro lado o instrutor estava na mesma posição, aguardando o início de mais uma aula em seus 41 anos de carreira. "E então, seu Roberto, esse carro roda hoje?", perguntou o ansioso naif. "Tenho toda uma programação. Eu não tenho pressa de nada", foi o que ele disse. E entramos no carro.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Malandro é malandro, mané é mané
Depois de exames médicos com questionáveis níveis de exigência, quarenta e cinco (!) aulas teóricas e uma prova de múltipla escolha, aguardei ansioso pela minha primeira aula prática na auto-escola. Tive que esperar o instrutor (uma mistura de Bezerra da Silva com Pixinguinha) terminar seu café da manhã pra enfim pôr as mãos no volante e virar a chave.Só não imaginava que o carro não sairia do lugar.
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quarta-feira, 7 de agosto de 2013
CPI dos Ônibus: próximos passos da pressão
Na última segunda ocorreu a plenária da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ônibus, num auditório lotado no Clube de Engenharia, no Centro do Rio. Ativistas, movimentos pela mobilidade urbana, parlamentares, associações de moradores e cidadãos em geral definiram as estratégias de mobilização para que a CPI não acabe em pizza. Veja quais são os próximos passos, quem são os vereadores, como acompanhar os trabalhos da Comissão e como pressionar para que o assunto não morra.
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terça-feira, 23 de julho de 2013
Decretado o AI-5 no Rio de Janeiro
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Sergio Cabral
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Você sabia que Sergio Cabral nunca trabalhou?
O atual governador do Rio nunca foi assalariado ou profissional liberal, nunca teve chefe, nunca trabalhou em equipe (sem estar na posição de chefe), nunca passou perrengue. Ou seja, nunca precisou lidar com situações adversas ou com qualquer oposição. Isso talvez explique muita coisa sobre sua conduta autoritária em tempos de paz e agora, em tempos de protestos.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Dois fins em nome de um fim
Se a presidenta encaminhou sugestões ao Congresso para compor o plebiscito da reforma política, o presente blogueiro resolveu fazer o mesmo, daqui desta tribuninha. Há dois extermínios que poderiam ser encaminhados e que seriam denominadores comuns a tudo o que está sendo protestado: o fim da imunidade parlamentar e o fim da aposentadoria para ex-ocupantes de cargos eletivos.
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segunda-feira, 10 de junho de 2013
Riocard chama usuários de "Tiradentes". Ato falho?
Como usuário do Riocard, recebo periodicamente alguns emails informativos sobre o serviço. Normalmente são instruções a respeito do uso dos cartões eletrônicos utilizados para pagar passagem no transporte público carioca. Mas me espantei ao ver uma referência curiosa aos usuários no último email que recebi.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Mais do mesmo
![]() |
| Tirinha de Adão Iturrusgarai |
Semana passada li uma boa reflexão de Renato Janine Ribeiro sobre o mundo que o Facebook criou. Uma das coisas que o professor cita é o algoritmo criado por Mark Zuckerberg para que recebamos atualizações de pessoas que têm os mesmos interesses que nós. Mecanismo que nos impede de ouvir o contraditório, pontos de vista diferentes, e o reflexo disso na sociedade. Então me dei conta de que sigo e acompanho majoritariamente quem pensa como eu, e percebi o quão danoso isso pode ser. Principalmente nos tempos atuais, em que precisamos aprender a dialogar e conviver com as diferenças.
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Gêmeos não tão siameses
As questões esportiva e administrativa estão misturadas
quando o assunto é Copa do Mundo 2014 ou Olimpíadas 2016. O problema é que nem os
empolgados nem os críticos separam as duas coisas na hora de cobrir, opinar,
torcer ou fazer oposição. E além disso patrulham uns aos outros, acusando-se
mutuamente de estarem do lado errado. Minha proposta é fazer uma abordagem
separada, sustentando que Copa e Olimpíadas vão ser um grande sucesso
esportivo, mas que administrativamente já começamos a pagar um alto preço, em
muitos sentidos.
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Malditos índios!
De novo, lá estão eles, atravancando nosso progresso. Como em Belo Monte, os indígenas enchem o nosso saco fazendo barulho em vez de deixar o Novo Maracanã passar. O que poucos percebem é que tanto o prédio do Museu do Índio como a Escola Friendereich são espaços simbólicos do que acontece hoje na cidade. A partir do "rolo compressor" que os grandes eventos instalaram por aqui, é em momentos como esse que a população carioca revoltada com a postura governamental manifesta-se. Não se trata apenas de urbanismo.
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